Folha compra versão oficial sobre fakeada e culpa PT por "teses fantasiosas" expostas no documentário de Joaquim de Carvalho

Jornalista Ranier Bragon saiu em defesa de Jair Bolsonaro, que ainda não contestou o documentário de Joaquim de Carvalho, com reportagem chapa-branca sobre o episódio de Juiz de Fora

Ranier Bragon, Bolsonaro levando facada e Joaquim de Carvalho
Ranier Bragon, Bolsonaro levando facada e Joaquim de Carvalho (Foto: Reprodução/Facebook | Reprodução/Youtube)
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247 – O jornal Folha de S. Paulo saiu em defesa da versão oficial sobre a "facada de Juiz Fora", retratada no documentário "Bolsonaro e Adélio – uma fakeada no coração do Brasil", que já alcançou 900 mil visualizações em menos de uma semana. O filme, com Joaquim de Carvalho, um dos repórteres mais premiados do Brasil e finalista do prêmio Comunique-se, expõe, com riqueza de detalhes, todos os furos da versão oficial. No entanto, a Folha tenta sustentar o discurso bolsonarista sobre o episódio, sem que nem mesmo Jair Bolsonaro tenha questionado o conteúdo do documentário.

"Parlamentares e dirigentes do PT estão emulando nas redes sociais a fantasiosa tese de que a tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro em 6 de setembro de 2018 pode ter sido um atentado falso, forjado pelo próprio candidato à Presidência com o objetivo de ser eleito", escreve o jornalista Ranier Bragon, em seu texto adjetivado já na primeira linha – o que revela a falta de argumentos. Curiosamente, o primeiro a dizer que Jair Bolsonaro forjou a facada foi o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), que esteve em Juiz de Fora no dia do evento.

Sem argumentos, Bragon ataca também o Brasil 247, ao dizer que o veículo de comunicação seria "alinhado ao PT", quando, na realidade, o 247 é alinhado com a democracia brasileira e combate o golpe ocorrido em 2016, contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Golpe de estado, diga-se de passagem, apoiado pela Folha de S. Paulo.

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Bragon argumenta que as investigações da Polícia Federal não podem estar equivocadas, enquanto Joaquim de Carvalho pontua que a PF não investigou a hipótese mais plausível: a de um auto atentado provocado para causar comoção e criar um ambiente favorável à ascensão do bolsonarismo. O jornalista também ancora sua reportagem no que diz ser uma informação falsa – a de que Adélio Bispo de Oliveira foi filiado ao PSD –, quando Joaquim apresenta uma carta assinada pelo próprio, com seu pedido de desfiliação.

Na tarde de ontem, Bragon enviou um interrogatório com 21 questões a Joaquim de Carvalho, com a clara intenção de sustentar a versão oficial sobre a "facada de Juiz de Fora". Ocupado com um documentário sobre os 100 anos de Paulo Freire, que você pode apoiar neste link, Joaquim de Carvalho disse que responderia na segunda-feira, mas Ranier Bragon disse que precisava publicar hoje mesmo sua reportagem chapa-branca sobre o caso de Juiz de Fora.

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Bragon também mente ao dizer que o 247 não respondeu – e apenas republicou as 21 perguntas tendenciosas da Folha. Ao contrário do que ele afirma, Joaquim trocou mensagens com Bragon, que já esclareceriam suas dúvidas, se ele estivesse bem intencionado. Apenas disse que as 21 questões serão respondidas na segunda-feira.

De forma irônica e infantil, Bragon também compara a hipótese de auto atentado a de uma invasão alienígena. "De fato, a PF nunca teve como objeto formal da investigação a hipótese de autoatentado, assim como não teve a de que a facada foi planejado por alienígenas, por exemplo, pelo simples fato de não haver qualquer indício plausível nesse sentido. Mas ela investigou e descartou a veracidade de várias das teorias de internet publicadas nesse sentido", escreve.

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Ranier Bragon está convidado por Joaquim de Carvalho para debater publicamente o caso na TV 247.

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