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Folha usa ex-procurador preso para tentar salvar Temer

Criticada pelos próprios leitores pela defesa que tem feito de Michel Temer, rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, a Folha de S.Paulo voltou a atacar os principais críticos do peemedebista; desta vez, a estratégia do periódico da família Frias foi usar uma entrevista do procurador da República Ângelo Goulart Villela, que passou 76 dias preso sob suspeita de repassar informações do MP para a JBS; Goulart Villela ataca diretamente Janot e diz que ele se referia a sua sucessora, Raquel Dodge, como "bruxa"

Criticada pelos próprios leitores pela defesa que tem feito de Michel Temer, rejeitado por mais de 90% dos brasileiros, a Folha de S.Paulo voltou a atacar os principais críticos do peemedebista; desta vez, a estratégia do periódico da família Frias foi usar uma entrevista do procurador da República Ângelo Goulart Villela, que passou 76 dias preso sob suspeita de repassar informações do MP para a JBS; Goulart Villela ataca diretamente Janot e diz que ele se referia a sua sucessora, Raquel Dodge, como "bruxa" (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A Folha de S.Paulo recorreu a mais um artifício para defender Michel Temer, rejeitado por mais de 90% dos brasileiros. 

A estratégia da vez foi uma entrevista do procurador da República Ângelo Goulart Villela, que passou 76 dias preso sob suspeita de repassar informações estratégicas do Ministério Público para a JBS.

Ele afirma que Rodrigo Janot fez o acordo de delação com a JBS com o objetivo de derrubar Michel Temer e impedir a nomeação de Raquel Dodge para substituí-lo no comando da Procuradoria-Geral da República.

Alvo da Operação Patmos, de 18 de maio, Villella foi denunciado por corrupção passiva, violação de sigilo funcional e obstrução de Justiça.

Em sua delação, Joesley Batista, a JBS, disse que Villela teria recebido uma "ajuda de custo" de R$ 50 mil por mês para vazar informações. Depois, porém, afirmou não saber se o dinheiro chegava ao procurador.

O advogado Willer Tomaz seria o intermediário. A Polícia Federal monitorou em maio um encontro de ambos com Francisco Assis e Silva, advogado e delator da empresa.

Villela integrava a força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga um suposto esquema de uso irregular de recursos de fundos de pensão.

Na entrevista, ele nega ter recebido propina e diz que se aproximou da JBS para negociar uma delação. Relata sua amizade com Janot e afirma que o ex-procurador-geral chamava Dodge de "bruxa" em conversas reservadas.

O procurador disse ainda que Janot tinha no ex-procurador Marcelo Miller —que abandonou o MP para trabalhar em um escritório que defendia a JBS— como escudeiro. 

"O Rodrigo tinha no Miller um verdadeiro escudeiro. Tanto é que o Miller era enviado para as missões em nome da PGR, o que demonstrava uma relação de confiança plena."

As informações são de reportagem de Camila Mattoso na Folha de S.Paulo.