"Foram os militares que escolheram os caças suecos", lembra Milton Blay sobre último caso contra Lula na Justiça

Jornalista brasileiro radicado na França lembra que os ex-presidentes Lula e Sarkozy chegaram a anunciar a compra dos caças Rafale, mas uma nota dos militares brasileiros mudou o curso da negociação. “O presidente Lula queria fechar o negócio com a França”, disse à TV 247. Assista

Milton Blay e Lula
Milton Blay e Lula (Foto: Reprodução/Divulgação | Katsuhiko Tokunaga/Saab | Fotos Públicas)
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247 - Após sucessivas vitórias na Justiça, o ex-presidente Lula (PT) só tem mais um processo contra si: o relativo à compra dos 36 caças suecos Gripen. O petista é acusado de ter cometido crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ação, porém, é a mais frágil dentre todas que miraram o ex-presidente. O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, em entrevista à TV GGN, explicou que neste momento a ação “está suspensa a partir de um pedido que nós fizemos mostrando que, também, essa ação tem por base o material da Lava Jato de Curitiba".O advogado destacou que não foi de Lula a palavra final pela compra dos caças suecos. “Havia inclusive pareceres das Forças Armadas optando por esse caça".

À TV 247, o jornalista brasileiro radicado na França Milton Blay detalhou o item citado por Zanin.

Blay recordou que Lula e o então presidente da França, Nicolas Sarkozy, fizeram um acordo oral pela compra de 36 caças Rafale, produzidos pela empresa Dassault, concorrente da sueca SAAB. “Eu estava aqui quando o ex-presidente Lula negociou com o Sarkozy a compra dos Rafale. Eles eram muito próximos um do outro e chegaram a um acordo para a compra dos Rafale. O Lula era um entusiasta dos aviões franceses e havia uma questão de preço, de condições do contrato, e o Sarkozy inclusive desceu o preço dos aviões Rafale. Isso aconteceu em setembro de 2009. Inclusive houve um jantar em que eles falaram do Rafale e chegaram a um acordo de princípio, digamos assim, porque a palavra final dependia não apenas do presidente Lula, mas também das Forças Armadas. Então o Lula e o Sarkozy chegaram a um acordo de princípio para o negócio pelos Rafale”.

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De acordo com Blay, Sarkozy chegou a anunciar publicamente a compra dos Rafale pelo governo brasileiro, mas foi corrigido por Lula posteriormente, que disse ter recebido das Forças Armadas do Brasil a indicação para a compra dos caças suecos. “O Sarkozy inclusive veio a público para anunciar a compra pelo Brasil de 36 caças Rafale. E depois disso, então, no dia seguinte, o Lula veio desmentir este acordo, porque recebeu uma nota das Forças Armadas dizendo que não, que as Forças Armadas preferiam o programa dos caças Gripen, da Suécia, em vez dos Rafale”. 

“Então a decisão foi das Forças Armadas, e não do presidente Lula, que não queria os Gripen. Ele queria os Rafale”, concluiu Blay.

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Consequentemente, disse o jornalista, “não foi por influência do Lula que o Brasil optou pelos aviões suecos, muito pelo contrário”, o que desmonta por completo a tese de que Lula teria a intenção de se beneficiar por meio da negociação pelos caças suecos. “O presidente Lula queria fechar o negócio com a França”.

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