HOME > Mídia

Gaspari: extradição de Battisti rebaixa o Brasil

O jornalista Elio Gapasri afirmou neste domingo, 15, que a extradição do ativista italiano Cesare Battisti para a Itália vai rebaixar a condição do Brasil; "Extraditando-o, o Brasil entrará na galeria dos países que entregaram asilados. Logo o Brasil, onde vivem centenas de septuagenários, alguns deles ex-militantes de organizações que praticaram atos terroristas e foram salvos pelo asilo ou pela proteção de outros governos, que os acolheram durante a ditadura. A concessão do asilo é uma prerrogativa do soberano e Lula exerceu-a", lembra

O jornalista Elio Gapasri afirmou neste domingo, 15, que a extradição do ativista italiano Cesare Battisti para a Itália vai rebaixar a condição do Brasil; "Extraditando-o, o Brasil entrará na galeria dos países que entregaram asilados. Logo o Brasil, onde vivem centenas de septuagenários, alguns deles ex-militantes de organizações que praticaram atos terroristas e foram salvos pelo asilo ou pela proteção de outros governos, que os acolheram durante a ditadura. A concessão do asilo é uma prerrogativa do soberano e Lula exerceu-a", lembra (Foto: Aquiles Lins)

247 - O jornalista Elio Gapasri afirmou neste domingo, 15, que a extradição do ativista italiano Cesare Battisti para a Itália vai rebaixar a condição do Brasil. 

"Extraditando-o, o Brasil entrará na galeria dos países que entregaram asilados. Logo o Brasil, onde vivem centenas de septuagenários, alguns deles ex-militantes de organizações que praticaram atos terroristas e foram salvos pelo asilo ou pela proteção de outros governos, que os acolheram durante a ditadura. A concessão do asilo é uma prerrogativa do soberano e Lula exerceu-a", lembra Gaspari. 

Para Elio Gaspari, revogar um asilo entregando um cidadão ao governo que deseja capturá-lo é coisa rara. "O general chileno Augusto Pinochet matou brasileiros exilados, mas nunca fez isso em nome da lei. A ditadura argentina sequestrava brasileiros em Buenos Aires e argentinos no Rio, mas fazia isso clandestinamente", diz o jornalista.

"No ano do centenário da Revolução Russa, Temer deveria pensar no papelão que fez o rei George 5º da Inglaterra em março de 1917, retirando a oferta de asilo à família real russa. Era só oferta, mas um ano depois os bolcheviques mataram o ex-czar Nicolau 2º, sua mulher e os cinco filhos."

Leia na íntegra o texto de Elio Gaspari.