Gleisi ao 247: vamos até o limite com Lula, mas não seremos temerários

Em entrevista exclusiva à TV 247 na manhã desta terça sobre a candidatura de Lula, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que o partido irá "esgotar todos os recursos" mas "sem sermos temerários"; Gleisi afastou a hipótese de uma política de "Lula ou nada" e explicou: "Nós somos um partido político com histórico e responsabilidade no país, nós nunca pregamos um posicionamento de 'nada'"; leia e assista 

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247 - Em entrevista exclusiva à TV 247 na manhã desta terça (4), a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, disse que em relação à candidatura de Lula o partido irá "esgotar todos os recursos que estiverem ao nosso alcance, mas sem sermos temerários". Ela afastou a hipótese de uma política de "Lula ou nada" e explicou:

"Nós somos um partido político com histórico e responsabilidade no país, nós nunca pregamos um posicionamento de 'nada'; mesmo na época da ditadura, na época das eleições forjadas nós denunciávamos aquele processo mas participávamos, inclusive para buscar a conscientização, para podermos fazer o contraponto. Nós queremos estar com Lula e enquanto tiver chance de lutarmos e brigarmos e tivermos um fio de esperança nós vamos fazê-lo. Nós não vamos desistir de Lula como eles querem que a gente desista; nós vamos brigar muito para ter Lula".

Gleisi falou no programa Giro das 11 aos jornalistas Leonardo Attuch, Mauro Lopes e Paulo Moreira Leite. Um dos temas centrais da conversa foi exatamente o desdobramento da tática do PT depois da decisão do TSE, na última sexta-feira (31) de cassar Lula do processo eleitoral: "A gente já sabia que a excepcionalidade contra Lula estava sendo montada; enquanto eles montavam a gente tinha uma data e tem uma data de definição e estamos cuidando disso com muita atenção; mas nós vamos esgotar todos os recursos que estiverem ao nosso alcance,sem sermos temerários mas também sem acharmos que estamos participando de um processo normal. É importante dizer que esse processo não é normal, nós não estamos vivendo a normalidade democrática institucional eleitoral neste país; estamos vivendo um processo que é a continuidade do golpe e eles querem legitimar a eleição retirando dela a principal candidatura, quem mais tem voto. Ou seja, estão dizendo para o povo: 'vocês não vão poder votar'".

Na entrevista, Gleisi revelou que o PT está crescendo fortemente no país, está com 2,2 milhões de filiados e filiadas e deve ter um resultado histórico nas eleições, com a vitória de vários candidatos aos governos estaduais, ao Senado e uma bancada de peso na Câmara dos Deputados. Para ela, a estratégia do golpe foi derrotada fragorosamente. "Eles contavam que condenando e prendendo Lula eliminariam Lula e o PT teria dificuldade de participar do processo, construir uma outra liderança, apostaram nisso. Se deram muito mal. Eles não entendem de povo; quem não pisa onde o povo está, faz avaliação errada. Faz a avaliação que eles fizeram aí. Não entenderam, o Lula cresceu na opinião popular, o povo se identificou com Lula, ainda porque também é vítima de processos semelhantes ao que ele está vivendo, e sente saudades do governo dele porque está triste, está vendo oque está acontecendo no país", avaliou a dirigente petista. 

Gleisi, que é candidata a uma vaga na Câmara Federal, o fortalecimento de Lula refletiu diretamente no fortalecimento do PT. "Veja essas pesquisas, tanto do Datafolha como do Ibope que trazem um dado surpreendente,  que é o eleitorado de novo com o PT, que tem 24% de preferência numa e 29% em outra. Vejam o Paraná, que é o estado mais conservador, o meu estado; fizemos uma pesquisa o PT tem 20% de preferência; é uma força eleitoral muito grande".

Inscreva-se na TV 247 e assista à íntegra da entrevista:

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