Glenn: Dallagnol se “autovitimiza” e ataca jornalismo para justificar “má conduta”

O jornalista Glenn Greenwald afirma que o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol "sempre se auto-vitimiza (SIC) e acusa o jornalismo que reporta sua má conduta como defesa à corrupção, citando o exemplo da Itália". "Mas na semana passada, um dos maiores especialistas em direito da Itália, Luigi Ferrajoli, assinou uma carta condenando Moro e LJ como corruptos", disse

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247 - O jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, criticou Deltan Dallagnol ao afirmar que o procurador da Lava Jato se faz de vítima em meio à divulgação das irregularidades da operação.

"Deltan sempre se auto-vitimiza (SIC) e acusa o jornalismo que reporta sua má conduta como defesa à corrupção, citando o exemplo da Itália. Mas na semana passada, um dos maiores especialistas em direito da Itália, Luigi Ferrajoli, assinou uma carta condenando Moro e LJ como corruptos", tuitou Glenn após Dallagnol compartilhar artigo do "colega" de Lava Jato, Marcelo Ribeiro, que fala do "risco" de se ver a força-tarefa "acuada".

O texto publicado por Dallagnol afirma: "Artigo do colega de LJ Marcelo Ribeiro: ‘A exemplo do que se viu na sequência da operação Mãos Limpas, cria-se o risco de se verem as investigações, como a Lava Jato, entre outras, diminuídas, acuadas, com a geração de impunidade e descrédito do Estado''".

O Intercept divulga as irregularidades da Lava Jato desde junho e mostra a violação da equidistância entre quem julga e quem acusa.

Segundo a mais nova revelação, a Operação Lava Jato quebrou sigilos fiscais sem autorização judicial, principalmente de pessoas próximas ao ex-presidente Lula e contou com a colaboração do auditor fiscal Roberto Leonel, atual presidente do Coaf (confira aqui).

Reportagens anteriores mostraram que o ministro Sérgio Moro (Justiça) interferiu no trabalho de procuradores. Na condição de juiz da Lava Jato, ele negociou acordos de delação premiada e sugeriu acréscimo de informações na elaboração de uma denúncia contra um investigado - Zwi Skornicki, representante da Keppel Fels, estaleiro que tinha contratos com a Petrobrás.

Moro também questionou a capacidade de uma procuradora em interrogar Lula e sugeriu a inversão da ordem das fases da operação. 

Lula 

O jornalista norte-americano também compartilhou reportagem da Folha de S.Paulo em que juristas estrangeiros – incluindo Ferrajoli – defendem a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Por causa dessas práticas ilegais e imorais [do Moro], a Justiça brasileira vive atualmente uma grave crise de credibilidade” – Luigi Ferrajoli e Susan Rose-Ackerman de Yale (a quem Deltan chamou de “a maior especialista do mundo sobre corrupção.”)", escreveu Glenn.

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