Glenn Greenwald na Flip: para os jornalistas da Globo, é um crime fazer jornalismo

Debate na Feira Literária de Paraty foi alvo de protestos e tentou ser abafado por manifestantes pró-Moro, que soltaram até fogos de artifício para fazer barulho; o jornalista indicou o andamento dos trabalhos da Vaza Jato e criticou a Globo; "Estamos muito mais perto do começo do que do final. Temos muito mais para revelar"

(Foto: Vinicius Loures/Ag. Câmara)
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247 - Alvo de aplausos e protestos na noite desta sexta-feira 12 em Paraty, onde participou de um debate na Flipei (Feira Literária Pirata das Editoras Independentes), casa parceira da Flip, o jornalista Glenn Greenwald, editor do The Intercept, afirmou que "a máscara de Sérgio Moro caiu para sempre" após a divulgação dos vazamentos da Lava Jato.

Em meio a gritos que simulavam um canto de hino nacional e lembravam que Lula estava preso, Glenn reafirmou seu posicionamento de não deixar o Brasil, país que se apaixonou há 15 anos e onde é casado com um brasileiro - o deputado federal David Miranda - e adotou filhos.

Sobre o andamento dos trabalhos da Vaza Jato, Glenn atualizou os presentes: "Estamos muito mais perto do começo do que do final. Temos muito mais para revelar. Quando perceberam a importância do material, todos os jornalistas do Brasil nos procuraram querendo trabalhar com a gente como parceiros. Todos, menos um: a Globo. Para os jornalistas da Globo, é um crime fazer jornalismo", avalia o americano.

Após a palestra, Glenn reagiu no Twitter: "A tentativa de parar o evento só o fortaleceu. Protestar é uma coisa, mas atirar fogos de uma multidão é baixo e primitivo. Mas todas essas táticas falharam. Não tenha medo das táticas primitivas de intimidação do movimento Bolsonaro. Enfrente e exija seus direitos políticos".

No barco da Flipei, ao lado de Glenn, estavam o professor da UFABC Sérgio Amadeu, a socióloga e youtuber Sabrina Fernandes, e o ator e roteirista Gregório Duvivier.

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