Globo cobra, em editorial, punição do Exército a Pazuello

"Diante de desafios explícitos, as instituições precisam reagir, em nome das liberdades de expressão e manifestação e da democracia", aponta o texto

www.brasil247.com - Eduardo Pazuello e General de Exército Paulo Sérgio com Bolsonaro
Eduardo Pazuello e General de Exército Paulo Sérgio com Bolsonaro (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado | Marcos Corrêa/PR)


247 – O jornal O Globo, que liderou a campanha pelo golpe institucional contra a ex-presidente Dilma Rousseff, hoje cobra, em editorial, que essas mesmas instituições reajam contra o projeto autoritário de Jair Bolsonaro. "Bolsonaro já deu um sem-número de provas de que não terá nenhum tipo de pudor em insuflar policiais e milicianos contra seus inimigos políticos. Não há maior evidência disso do que o desdém com que tem tratado a hierarquia militar no caso do ainda general da ativa — e ex-ministro da Saúde responsável pelo desastre na gestão da pandemia — Eduardo Pazuello, que se recusa a ir para a reserva, apesar de ter flagrantemente violado o regulamento do Exército ao participar de manifestação política ao lado do presidente no Rio de Janeiro", aponta o texto.

"Agora, Bolsonaro pressiona o Alto-Comando do Exército a não punir Pazuello, com base no argumento estapafúrdio de que o passeio de motocicleta não tinha motivação política. Não punir um general em tal situação é um incentivo claro à insubordinação e à anarquia nos quartéis. Mas não ficou nisso. Ainda por cima, Bolsonaro cometeu a desfaçatez de trazer Pazuello de volta ao Planalto num cargo de assessoria. Não só ele não foi punido, como foi premiado", indica o editorial.

"Diante de desafios explícitos, as instituições precisam reagir, em nome das liberdades de expressão e manifestação e da democracia, exatamente como fizeram os governos de Pernambuco e Goiás. É preciso que as Forças Armadas — em particular, o Alto-Comando do Exército — punam Pazuello com o rigor necessário para que fique claro às tropas que elas não estão subordinadas ao projeto político de Bolsonaro", finaliza o editorialista.

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