Golpe de estado na Folha derruba filha do fundador e sinaliza guerra entre irmãos

O maior jornal do País, a Folha de S. Paulo, acaba de ingressar na maior crise de sua história: por pressão de Luis Frias, um dos herdeiros do jornal, sua própria irmã, Maria Cristina Frias, foi afastada do cargo de Diretora de Redação. Em seu lugar, assume o posto o jornalista Sérgio D'Ávila, que, como primeira medida, eliminou a coluna "Mercado Aberto", que era feita por Maria Cristina. Em estado de choque, Maria Cristina se reuniu com advogados e promete resistir. Nos bastidores, o que se sabe é que ela pretendia convencer a família Frias – que tem bilhões aplicados – a ampliar investimentos na redação. O jornal, que apoiou o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, vive agora seu próprio golpe, que aponta para uma guerra entre irmãos

Golpe de estado na Folha derruba filha do fundador e sinaliza guerra entre irmãos
Golpe de estado na Folha derruba filha do fundador e sinaliza guerra entre irmãos

247 – A Folha de S. Paulo, que apoiou o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, vive agora seu próprio golpe de estado. Numa assembleia de acionistas extraordinária, o empresário Luis Frias, um dos herdeiros do jornal fundado por Otavio Frias, destituiu do comando da redação a sua irmã Maria Cristina Frias. Em seu lugar, assume o posto o jornalista Sérgio D'Ávila, que, como primeira medida, eliminou a coluna "Mercado Aberto", que era feita pela pela própria Maria Cristina.

A intervenção na Folha ocorreu porque Maria Cristina, que é jornalista, vinha defendendo maiores investimentos na redação, o que poderia obrigar a família Frias, que é uma das mais ricas do País e tem bilhões aplicados em fundos no Brasil e no exterior, a realizar aportes de capital na empresa. Mais frio e sem conexões afetivas com o jornalismo, Luis Frias se recusou a colocar dinheiro no negócio. Recentemente, ele conduziu uma operação que rendeu bilhões para a família, que foi o lançamento de ações do PagSeguro, uma maquininha de pagamentos usada no comércio.

Em estado de choque, Maria Cristina se reuniu com advogados e promete resistir. A seu lado, ela tem apoio dos principais jornalistas da casa, que não enxergam em D'Ávila uma liderança comprometida com os profissionais. Ou seja: tudo indica que a Folha viverá nos próximos dias, semanas e meses uma guerra fratricida por seu comando.

Confira, abaixo, o comunicado sobre a queda de Maria Cristina e também a decisão tomada por D'Ávila de eliminar a coluna da filha do velho Frias, que deve estar se revirando no túmulo:

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