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Google começa a testar respostas com Inteligência Artificial generativa no Brasil

Ao fazer uma pesquisa, a pessoa terá como resposta um texto pronto, ao invés da indicação de links relacionados ao tema

Google e link contra PL das Fake News (2630/2020) (Foto: Reprodução)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - O Google lançou nesta quarta-feira (8), no Brasil, uma ferramenta que integra respostas criadas por uma inteligência artificial generativa aos resultados de buscas. Chamado de SGE (sigla, em inglês, para Experiência Generativa de Pesquisa), o sistema vai responder às pesquisas feitas no Google com um texto gerado por modelos de IA que usam informações públicas da internet. Ao fazer uma pesquisa, a pessoa terá como resposta um texto pronto, ao invés da indicação de links relacionados ao tema. Abaixo do resultado gerado pela IA, estarão disponíveis as fontes de informações que colaboraram com o resultado. Será possível clicar em trechos da descrição para saber de onde a inteligência artificial tirou aquela informação, apontou uma reportagem publicada no jornal O Globo

De acordo com a empresa, o sistema terá filtros de segurança da Busca convencional - o que não garante completamente que ele não entregará ao usuário resultados falhos. O SGE começa a operar a partir nesta quarta para usuários de 120 países, incluindo os brasileiros, como um experimento. O sistema é parecido com o lançado no início deste ano pela Microsoft, com o Bing, que traz respostas geradas pelo ChatGPT, da OpenAI.

Para ativar o sistema no SGE, é preciso acessar um ambiente teste do Google chamado de Search Labs. Inicialmente, a ferramenta só estará disponível em desktop apenas pelo navegador do Google, o Chrome. Nas próximas semanas, o sistema poderá ser habilitado também no celular, pelo app do buscador (em Android e iOS). Usuários poderá dar feedbacks para o conteúdo criado pelo SGE. Abaixo do texto, dois símbolos vão aparecer: um símbolo de "joinha" para cima e outro, para baixo. 

"É um experimento", reforçou Bruno Pôssas, VP de engenharia para o Google. "Não necessariamente todas as proteções que colocamos vão ser suficientes para evitar que exemplos ruins aconteçam. A gente aprende com os feedbacks dos usuários. Eles podem clicar na mão com o 'joinha' para baixo e explicar porque a experiência não foi boa".