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Grupo de Murdoch vai indenizar vítima de grampo

A News Corporation, de Rupert Murdoch, vai pagar 3,2 milhes de libras famlia de Milly Dowler. Em 2002, jornal contratou detetives para acessar caixa postal do celular da menina que havia desaparecido

247, com agências - O dono do maior conglomerado de mídia internacional vai pagar indenização milionária por causa das escutas ilegais para captar "notícias". A News Corporation, de Rupert Murdoch, vai pagar US$ 2 milhões (3,2 milhões de libras) à família de uma menina sequestrada e assassinada. O telefone dela foi grampeado pelo extinto tabloide News of the World. Murdoch também vai doar US$ 1,6 milhão para instituições de caridade escolhidas pelos pais de Milly Dowler.

Milly, que tinha 13 anos, desapareceu em março de 2002. Na época, repórteres do News of the World contrataram detetives para acessar a caixa postal do celular da adolescente. Eles tentaram acessar as mensagens de voz da garota - o que fez polícia e família acreditarem que a menina estava viva. No entanto, o corpo de Milly foi encontrado em setembro de 2002. Ela tinha sido assassinada por Levi Bellfield, hoje com 43 anos.

Murdoch fechou o News of the World após o surgimento de várias provas de que repórteres do tabloide haviam grampeado o telefone da adolescente. "Nada do que foi acordado [com a News Corporation] trará de volta Milly ou compensará os traumas do seu desaparecimento e do horrendo assassinato do qual ela foi vítima, bem como do terrível julgamento no começo deste ano", informou a família Dowler em comunicado. Bellfield foi condenado à prisão perpétua.

O império midiático de Murdoch ficou abalado com as revelações da grampolândia britânica. O escândalo também teve reflexos políticos e levou à renúncia de dois oficiais graduados da Polícia Metropolitana de Londres. A News Corporation se disse arrependida e lançou uma investigação interna, além de reservar US$ 32 milhões para pagar indenizações em compensação a vítimas dos grampos. Mais de 400 pessoas na Inglaterra teriam sido vítimas do chamado "phone hacking", entre celebridades, políticos e cidadãos comuns.