Hildegard Angel: vidas negras em risco

A jornalista Hildegard Angel diz que a polarizada campanha eleitoral tem provocado episódios de ameaças e intimidações e cita como o mais grave a morte do mestre de capoeira e militante da cultura negra, Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Môa do Katendê; ela diz ainda que Jair  Bolsonaro “deu sua primeira declaração e a primeira entrevista, ao Jornal Nacional, de camisa preta. A camisa preta era o uniforme do fascismo na Itália, e os fascistas eram chamados de 'camisas negras'"

Hildegard Angel: vidas negras em risco
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Hildegard Angel, no Jornal do Brasil - A polarização na campanha tem provocado vários episódios de ameaças e intimidações. O mais grave deles, relatado nas redes sociais, foi, na madrugada do dia 8, a morte do mestre de capoeira e militante da cultura negra, Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, conhecido como Môa do Katendê.

Falta ainda a devida apuração das autoridades, mas há testemunhos de que que o capoeirista foi esfaqueado em uma discussão num bar do Dique Pequeno, iniciada pelo autor do crime, morador novo no bairro.

Inconformado porque as pessoas no local preferiam o PT, ele foi em casa, buscou a faca e agrediu mortalmente Katendê e seu sobrinho, Germínio do Amor Divino, que acudiu o tio e está no hospital em estado grave. O suspeito foi preso.

Môa, que sempre defendeu os menos favorecidos, era compositor, dançarino, percussionista e talvez fosse o mestre de capoeira mais conhecido de Salvador, da tradicional Capoeira Angola da Bahia, e fundador do Grupo Filhos de Gandhi.

A capoeira é um símbolo de resistência.

A vida e a cultura negra estão em risco, e várias entidades afro-brasileiras manifestam sua indignação e alertam que a vida e a cultura negra estão em risco.

Fica cada vez mais claro que neste segundo turno a polícia precisará entrar em cena para proteger os eleitores deles mesmos...

Já no segundo turno, Bolsonaro deu sua primeira declaração e a primeira entrevista, ao Jornal Nacional, de camisa preta.

A camisa preta era o uniforme do fascismo na Itália, e os fascistas eram chamados de “camisas negras”.

 

 

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