Internautas repudiam ataque israelense a hospital e "crime de guerra" fica entre os assuntos mais comentados nas redes (vídeo)
Mais de 4,4 mil pessoas morreram em 11 dias de conflito no Oriente Médio
247 - Internautas fizeram críticas ao ataque de soldados de Israel ao Hospital Árabe al-Ahli, na Faixa de Gaza, onde palestinos e israelenses estão em guerra pelo controle do território, entre os continentes asiático e africano. Na rede social X, antigo Twitter, a expressão "crime de guerra" chegou ao trending topic (tópico em tendência). Esta terça-feira (17) foi o 11º de novo conflito - 4.400 pessoas morreram, sendo 3.000 palestinos e 1.400 israelenses.
O jornalista Cesar Calejon reforçou que "centenas de crianças, mulheres e refugiados morreram ou estão sob os escombros". "Isso é um crime de guerra. A sociedade internacional deve parar o genocídio em curso contra o povo palestino...".
De acordo com o deputado estadual no Rio Grande do Sul Leonel Radde (PT), "atingir hospitais é uma clara violação do direito internacional humanitário. A comunidade internacional deve condenar veementemente tais ações e exigir prestação de contas". "O governo de extrema direita de Israel tem traçado um caminho genocida com a população palestina, atacando rotas de fuga e destruindo hospitais".
O governo israelense, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou ter sido atacado no último dia 7 da Faixa de Gaza por integrantes do Hamas. A maioria dos membros da organização islâmica é sunita, que representa cerca de 90% dos muçulmanos e, para os integrantes do grupo, o califa - chefe de Estado e sucessor de Maomé (570-632), deveria ser eleito pelos muçulmanos.
O Hezbollah também entrou no conflito e atacou Israel. O grupo é libanês, de maioria xiita, e surgiu durante a ocupação israelense do Sul do Líbano nos anos 1980 e 1990. Para os adeptos desta corrente, o profeta e sucessor legítimo deveria ser Ali (601-661), genro de Maomé.
De acordo com reportagem publicada pelo Intercept na última sexta (13), nos territórios palestinos ocupados da Cisjordânia e da Faixa de Gaza desde 1967, a Autoridade Nacional Palestina, estabelecida nos Acordos de Oslo (1993), "tem o poder de uma prefeitura: assegura serviços como educação, saúde, transporte, etc". "Mas o poder de controlar fronteiras, finanças, comércio, entre outros, pertence exclusivamente ao estado de Israel, o que limita severamente a autodeterminação palestina".
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) estão conduzindo investigações, após os relatos de um míssil atingindo um hospital na Faixa de Gaza, ligando o incidente a um lançamento mal sucedido de um foguete do Hamas, informou a emissora I24News.
Mais cedo no dia, a Al-Jazeera informou, citando um representante do Ministério da Saúde de Gaza, que mais de 500 pessoas foram mortas em consequência do ataque. A emissora de televisão também disse que a investida contra o hospital partiu de Israel.
