Jabor, que atacou manifestações, admite que errou

Comentarista da Globo faz autocrítica depois de ter chamado os integrantes do Movimento Passe Livre de "revoltosos de classe média" que não tinham nem uma causa pela qual lutar, como há hoje na Turquia; à CBN, ele diz que aquele movimento que "tinha toda a cara de anarquismo inútil" expandiu-se como "uma força política original, até mais rica do que os caras pintadas"

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Jabor, que atacou manifestações, admite que errou


247 – O comentarista da Rede Globo Arnaldo Jabor fez, nesta segunda-feira, uma "autocrítica", como ele próprio definiu, em relação aos ataques que desferiu contra os integrantes do Movimento Passe Livre na semana passada durante o Jornal da Globo. Segundo ele, que admitiu à rádio CBN ter errado na avaliação após o primeiro protesto, aquele movimento que "tinha toda a cara de anarquismo inútil" expandiu-se como "uma força política original, até mais rica do que os caras pintadas", jovens que "derrubaram um presidente", lembra.

Depois de outras manifestações contra o aumento da passagem em São Paulo, Jabor diz que "ficou claro, com a violência maior da polícia", que a causa não era apenas o protesto contra 20 centavos a mais na tarifa de ônibus. O comentarista diz ter criticado o movimento porque temia que "tanta energia fosse gasta em bobagens, quando há graves problemas a enfrentar no Brasil. "Mas a partir de quinta-feira, com a violência maior da Polícia, ficou claro que o Movimento Passe Livre expressava uma inquietação que tardara muito no País", disse.

Desde 92, diz ele, faltava algo como os "caras pintadas". E o MPL se mostra "mais rico" que o antigo movimento, em sua opinião, "justamente porque não tem um rumo, um objetivo certo, a priori". Jabor conclui, em seu comentário, que "essa energia do Passe Livre tem que ser canalizada para melhorar as condições de vida do Brasil". "Tudo está parado e essa oportunidade não pode ser perdida. De um fato pequeno pode sair muita coisa, muito crime pode estar escondido atrás de uma bobagem", diz ele.

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No comentário ao Jornal da Globo, o comentarista criticou a causa dos protestos, citando os 20 centavos e chamando os manifestantes de "revoltosos de classe média". "Ali não havia pobres que precisassem daqueles vinténs não, os mais pobres ali eram os policias apedrejados, ameaçados com coquetéis molotov, que ganham muito mal", disse Jabor, na última quarta-feira 12. Ele acrescentou que a luta na Turquia é justa, contra um islamismo fanático, mas aqui, "se vingam de quê?", questionou. "Justamente a causa deve ser a ausência de causas. Ninguém sabe mais por que lutar", concluiu.

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Assista aqui ao comentário de Jabor no Jornal da Globo.

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E ouça aqui sua autocrítica na CBN.

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