Jamil Chade: eleição nos EUA irá "definir o rumo" da extrema-direita e do populismo em nível mundial

“Na sede dos partidos populistas da França, Espanha, Alemanha ou Itália, uma vitória de Trump confirmará suas agendas e os dará oxigênio em meio aos questionamentos. Para a Índia, Brasil ou Filipinas, o que está em jogo é uma estratégia populista-nacionalista”, diz o jornalista Jamil Chade

(Foto: ALEXANDER DRAGO/REUTERS)
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247 - O jornalista Jamil Chade observa que o resultado da eleição presidencial dos Estados Unidos, que acontece nesta terça-feira (3), irá “definir o rumo” dos movimentos populistas e de extrema-direita em todo o mundo. “Na Hungria ou Polônia, na sede dos partidos populistas da França, Espanha, Alemanha ou Itália, uma vitória de Trump confirmará suas agendas e os dará oxigênio em meio aos questionamentos. Para a Índia, Brasil ou Filipinas, o que está em jogo é uma estratégia populista-nacionalista”, afirma Chade em seu blog no UOL.  

“Acima de tudo, a percepção é de que o fim do governo Trump mandaria um sinal claro de que o movimento ultraconservador tem como ser freado e que mesmo a tática de proliferação de mentiras tem um limite”, avalia. “Não por acaso, líderes populistas romperam nos últimos meses a tradição de não se envolver em eleições estrangeiras e saíram ao apoio de Trump. Os europeus não são os únicos. No governo Bolsonaro, na gestão de Duterte nas Filipinas ou na administração de Modi na Índia, o que estará em jogo nos EUA é muito mais do que a alternância de poder na maior economia do mundo”, diz o jornalista em seguida.

“Não por acaso, a ordem desses governos é a de agir de forma deliberada para apoiar Trump ou mesmo ceder em seus interesses nacionais para ajudar o americano a conquistar votos. No caso do Brasil, Jair Bolsonaro passou a ser lidado pelo mundo como o maior cabo eleitoral do presidente americano”, destaca Jamil Chade no texto.

O jornalista observa, ainda, que mesmo que Trump não seja reeleito “sua herança promete ser duradoura. Levantamentos realizados por entidades americanas revelam que, desde 2016, nunca tantos atos da extrema-direita foram tolerados e realizados em solo americano como no período do governo do atual presidente americano”. “O nacionalismo e a decisão de ignorar regras multilaterais também poderão ser ecoados por anos, com repercussões perigosas”, completa o texto

 

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