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Janio: pedidos por intervenção militar foram de gestos tímidos à explicitude urrada

O jornalista Janio de Freitas analisou nesta quinta-feira, 31, os pedidos de intervenção militar espalhados pelo País durante a greve dos caminhoneiros; para ele, é grande o risco de que o slogan não saia das ruas em ebulições no futuro próximo; "Mas a ideia não poderia ter nem sequer a exposição que lhe é dada agora: a Constituição pressentiu e teve o cuidado de proibir qualquer pretensão contra o regime por ela dado ao país", afirmou

O jornalista Janio de Freitas analisou nesta quinta-feira, 31, os pedidos de intervenção militar espalhados pelo País durante a greve dos caminhoneiros; para ele, é grande o risco de que o slogan não saia das ruas em ebulições no futuro próximo; "Mas a ideia não poderia ter nem sequer a exposição que lhe é dada agora: a Constituição pressentiu e teve o cuidado de proibir qualquer pretensão contra o regime por ela dado ao país", afirmou (Foto: Aquiles Lins)
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247 - O jornalista Janio de Freitas analisou nesta quinta-feira, 31, os pedidos de intervenção militar espalhados pelo País durante a greve dos caminhoneiros. 

"A sem-cerimônia com que a conclamação à "intervenção militar" passou dos testes tímidos, aqui e ali, à explicitude urrada, por voz e por escrito, estendeu-se no país", afirmou Janio.

Para ele, é grande o risco de que o slogan não saia das ruas em ebulições no futuro próximo. "A população mal informada, carente de percepção política e sugada pela crise não pode ser obstáculo à pregação do salvamento ilusório. Mas a ideia não poderia ter nem sequer a exposição que lhe é dada agora: a Constituição pressentiu e teve o cuidado de proibir qualquer pretensão contra o regime por ela dado ao país —e apenas iniciado em 30 anos, contra os poderes tradicionais", afirmou. 

"Os pregadores de ditadura são passíveis de investigação e processo. Não houve, porém, nenhuma "autoridade" que os incomodasse", destacou.

Leia o texto na íntegra na Folha de S. Paulo