Janones apresenta saídas para os principais problemas da campanha Lula, diz Antonio Martins

"Ele é um outsider na elite política; alguns na esquerda o subestimam. Mas em suas falas há saídas para os três grandes problemas da campanha", diz editor do Outras Palavras

www.brasil247.com - Lula e André Janones
Lula e André Janones (Foto: Ricardo Stuckert)


247 - O deputado federal André Janones (Avante-MG), que recentemente abandonou sua candidatura à Presidência da República para apoiar o ex-presidente Lula (PT), é subestimado por "alguns na esquerda", diz Antonio Martins, editor do Outras Palavras. O mineiro, no entanto, apresenta as soluções para os principais problemas da campanha de Lula neste ano.

"Ele é um outsider na elite política; por isso, alguns na esquerda o subestimam. Mas em suas falas há saídas para os três grandes problemas da campanha Lula: salto alto, esquecimento da 'pauta do povo' e ausência de apelo à mobilização popular", diz.

"Sua sensibilidade política e capacidade de comunicação são extraordinárias", analisa o editor, que destaca os feitos políticos do deputado, mesmo sem recursos abundantes. "Em sua primeira eleição (2018), quase sem recurso algum, foi o terceiro deputado federal mais votado de MG, com 188 mil votos. Envolveu-se em movimentos de enorme impacto social – como a greve dos caminhoneiros – com os quais a esquerda jamais soube dialogar. Ninguém associou-se tanto quanto ele, desde o início da pandemia, à luta pelo Auxílio Emergencial. Como resultado, explodiu nas redes sociais. Com uma estrutura e uma visibilidade de mídia incomparavelmente menor, tem, no Facebook, quase tantos seguidores quanto Bolsonaro – e o dobro de Lula".

Recentemente, Janones alertou para o perigo do "salto alta" na campanha de Lula - "Bolsonaro não está morto" -, falou sobre a necessidade de tratar na campanha daquilo que realmente interessa para o povo - "Enquanto a esquerda não trocar 'renda mínima' por 'dinheiro pro povo' o bolsonarismo continuará nadando de braçadas” - e pontuou a necessidade de maior mobilização popular - "ou a esquerda senta no chão da fábrica pra conversar com os operários ou já era. Detalhe: o chão da fábrica atualmente são as redes sociais, em especial o Face".

"Ao aplicar um choque-despertar na campanha de Lula, ao mostrar as possibilidades de uma disputa sem salto alto, ligada às pautas do povo e mobilizadora, o deputado fugiu das duas formas mais comuns de fazê-lo: a luta autofágica e o silêncio obsequioso. Ele não abriu um confronto interno (o que a esta altura seria desagregador), mas também não se calou (o que ajudaria a manter o imobilismo). Fez com que suas posições prevalecessem pelo efeito-demonstração", resume Martins.

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