Jefferson também deu nó no jornal O Globo

Palavra de Jefferson, que vale para condenar alguns réus da Ação Penal 470, não vale contra o ex-presidente Lula e, agora, segundo o jornal carioca, faz parte de estratégia para “enfraquecer procurador” Roberto Gurgel

Jefferson também deu nó no jornal O Globo
Jefferson também deu nó no jornal O Globo (Foto: Divulgação)
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247 – Não foi só o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que ancorou sua peça acusatória nas acusações formuladas pelo ex-deputado Roberto Jefferson. Da mesma forma, diversos veículos de comunicação também vêm sustentando a tese do mensalão, entendido como compra de votos no Congresso por meio de pagamentos regulares a parlamentares, no que foi dito por Jefferson – que já se disse movido por espírito de vingança. E o “chefe da quadrilha” seria José Dirceu.

No entanto, ontem, Luiz Francisco Corrêa Barbosa, advogado de Jefferson, disse que até Dirceu cumpria ordens do ex-presidente Lula. “Lula era um pateta? Tudo acontecendo sob suas barbas e nada? É claro que não. E não só sabia como ordenou o encadeamento disso tudo”, disse ele.

Ora, se a palavra de Jefferson vale contra os outros, deve valer contra Lula. E se não vale contra Lula, não pode valer contra os demais réus. Apesar dessa lógica cristalina, qual é a manchete do Globo desta terça-feira? “Para enfraquecer procurador, Jefferson agora acusa Lula”. Ou seja: o Globo define quando o que Jefferson diz é verdade ou mentira. Antes, era verdade. Agora, é mentira.

O que enfraquece o procurador não é o fato dele de Jefferson lembrá-lo, a esta altura do campeonato, que houve uma omissão importante na denúncia, mas sim o fato de Gurgel ter aceitado correr o risco de tomar como verdadeiras as afirmações de um delator que, movido por vingança, fantasiava. Mais do que isso: Gurgel correu o risco de oferecer uma denúncia sem provas materiais, mas ancorada numa testemunha polêmica. Jefferson acaba de comprovar que, ao contrário do que dizia o procurador, a palavra tem bem menos peso do que se imaginava. E veículos de comunicação que embarcaram nessa linha ficaram na mesma sinuca de bico.

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