Jornalista Leonardo Sakamoto é alvo de fake news e ameaças de morte

Após sofrer uma série de ameaças de morte, o jornalista Leonardo Sakamoto acionou a Justiça e o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo determinou que a Polícia Civil investigue os fatos; ameaças tiveram início após a circulação de notícias falsas nas redes sociais de que ele seria dono de uma agência de checagem de notícias contratadas pelo Facebook

Jornalista Leonardo Sakamoto é alvo de fake news e ameaças de morte
Jornalista Leonardo Sakamoto é alvo de fake news e ameaças de morte

247 - Após sofrer uma série de ameaças de morte, o jornalista Leonardo Sakamoto acionou a Justiça e o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo determinou que a Polícia Civil investigue os fatos. As ameaças contra Sakamoto tiveram início após a circulação de notícias falsas nas redes sociais de que ele seria dono de uma agência de checagem de notícias contratadas pelo Facebook. As agências contratadas pelo Facebook para este tipo de trabalho no Brasil, Lupa e Aos Fatos, não possuem qualquer ligação com o jornalista.

Sakamoto, que atua na área de defesa dos direitos humanos, além de ser professor de jornalismo, conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão e direyor da ONG Repórter Brasil, disse em seu depoimento que as ameaças começaram em maio, quando o Facebook passou a fazer valer a checagem das fake news. Desde então, ele estaria sendo acusado de ser o responsável pela censura na rede social.

Ainda conforme a Procuradoria, o procurador de Justiça do Rio Marcelo Rocha Monteiro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro, também teriam ajudado a disseminar as fake news sobre o jornalista.

"Fui acusado falsamente não apenas de ser responsável por agências de checagem, mas também de estar usando-as para, em parceria com empresas de redes sociais, censurar pessoas e grupos. Isso atiçou ódio contra mim, gerando ameaças na internet e agressões verbais nas rua. Ainda bem que não houve violência física, por enquanto", disse Sakamoto.

 

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