Kennedy: Bolsonaro ganhou a eleição, mas não é dono do Brasil

"Jair Bolsonaro tem tratado como pessoal a crítica à sua pretensão de indicar o filho Eduardo Bolsonaro para embaixador em Washington", escreve o jornalista Kennedy Alencar. "Não é pessoal. A crítica é à qualificação para o posto nos EUA", afirma. "Bolsonaro ganhou a eleição, mas não é dono do Brasil. Há lei e Constituição a serem respeitadas"

247 - "O presidente Jair Bolsonaro tem tratado como pessoal a crítica à sua pretensão de indicar o filho Eduardo Bolsonaro para embaixador em Washington", escreve o jornalista Kennedy Alencar em seu blog. "Não é pessoal. A crítica é à qualificação para o posto nos Estados Unidos".

O jornalista lembra que o mandatário "voltou a dizer que ganhou a eleição e que o país tem de aceitar suas decisões e discursos".

"Bolsonaro ganhou a eleição, mas não é dono do Brasil. Há lei e Constituição a serem respeitadas. Afirmar que indicaria Eduardo Bolsonaro para substituir Ernesto Araújo no Ministério das Relações Exteriores é uma pressão indevida sobre o Senado, que tem a missão de aprovar a indicação de embaixadores", continua.

"O filho do presidente também tem misturado o público e o privado em suas viagens internacionais. Recentemente, ele postou numa de suas redes sociais uma foto com um bilionário da Indonésia segurando um cheque simbólico de R$ 31 bilhões que sugere investimentos diretos no Brasil nos próximos anos. O bilionário é do ramo de celulose".

Segundo Alencar, "só ditaduras transmitem a empresários mundo afora a mensagem de que eles precisam negociar com filhos de presidentes para abrir portas". "Só ditaduras tratam missões diplomáticas como se fossem assunto de família".

Leia a íntegra no Blog do Kennedy Alencar

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