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Kennedy: Eventual seletividade da Andrade incendiará guerra política

“A Andrade Gutierrez possui relações com políticos tucanos importantes. Foi doadora da campanha do senador Aécio Neves, adversário de Dilma na eleição de 2014. A empresa tem contratos com governo de Minas desde o tempo em que o Estado era governado por tucanos. É fornecedora importante da administração Geraldo Alckmin (PSDB-SP)”, ressalta o colunista Kennedy Alencar; “Haverá um intenso questionamento do governo, indagando por que só seriam fruto de propina as contribuições aos petistas”, diz

“A Andrade Gutierrez possui relações com políticos tucanos importantes. Foi doadora da campanha do senador Aécio Neves, adversário de Dilma na eleição de 2014. A empresa tem contratos com governo de Minas desde o tempo em que o Estado era governado por tucanos. É fornecedora importante da administração Geraldo Alckmin (PSDB-SP)”, ressalta o colunista Kennedy Alencar; “Haverá um intenso questionamento do governo, indagando por que só seriam fruto de propina as contribuições aos petistas”, diz (Foto: Roberta Namour)
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247 – Para o colunista Kennedy Alencar, se confirmada, a seletividade das delações dos executivos da Andrade Gutierrez incendiará ainda mais a guerra política entre governo e oposição.

“A Andrade Gutierrez possui relações com políticos tucanos importantes. Foi doadora da campanha do senador Aécio Neves, adversário de Dilma na eleição de 2014. A empresa tem contratos com governo de Minas desde o tempo em que o Estado era governado por tucanos. É fornecedora importante da administração Geraldo Alckmin (PSDB-SP)”, ressalta.

“Ou seja, a propina legalizada via doação eleitoral descrita por executivos da Andrade seria parte de um amplo modelo de negócios de financiamento do sistema partidário brasileiro”, diz.

Segundo ele, haverá um intenso questionamento do governo sobre as doações dadas aos outros partidos, indagando por que só seriam fruto de propina as contribuições aos petistas e não as ofertadas à oposição. “Está em andamento uma luta feroz pelo poder. E o PT não pretende abrir mão dele facilmente”, conclui (leia aqui).