Kennedy: pela regra criada por Temer, Jucá continuaria ministro

O colunista político Kennedy Alencar afirmou que a norma de Michel Temer que prevê o afastamento temporário com a denúncia cria uma blindagem política para ministros envolvidos na Lava Jato; "Temer argumenta que não pode afastar auxiliares com base em citações, mas foi exatamente o que aconteceu com Romero Jucá e também com Henrique Alves, que deixou o Ministério do Turismo em meados de junho após citação na delação de Sérgio Machado", afirmou; "Apenas na semana passada, quase nove meses após a saída de Jucá, foi aberto um inquérito no Supremo para investigar o ex-ministro, o senador Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney por causa dessa delação", lembra o jornalista

O colunista político Kennedy Alencar afirmou que a norma de Michel Temer que prevê o afastamento temporário com a denúncia cria uma blindagem política para ministros envolvidos na Lava Jato; "Temer argumenta que não pode afastar auxiliares com base em citações, mas foi exatamente o que aconteceu com Romero Jucá e também com Henrique Alves, que deixou o Ministério do Turismo em meados de junho após citação na delação de Sérgio Machado", afirmou; "Apenas na semana passada, quase nove meses após a saída de Jucá, foi aberto um inquérito no Supremo para investigar o ex-ministro, o senador Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney por causa dessa delação", lembra o jornalista
O colunista político Kennedy Alencar afirmou que a norma de Michel Temer que prevê o afastamento temporário com a denúncia cria uma blindagem política para ministros envolvidos na Lava Jato; "Temer argumenta que não pode afastar auxiliares com base em citações, mas foi exatamente o que aconteceu com Romero Jucá e também com Henrique Alves, que deixou o Ministério do Turismo em meados de junho após citação na delação de Sérgio Machado", afirmou; "Apenas na semana passada, quase nove meses após a saída de Jucá, foi aberto um inquérito no Supremo para investigar o ex-ministro, o senador Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney por causa dessa delação", lembra o jornalista (Foto: Aquiles Lins)

247 - O colunista político Kennedy Alencar criticou nesta terça-feira, 14, a regra criada por Michel Temer, segundo a qual um ministro será afastado provisoriamente caso seja denunciado na operação Lava Jato, e exonerado se se tornar réu. 

Segundo Kennedy, se a regra de Temer estivesse em vigor, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que foi gravado em conversa com Sérgio Machado defendendo "estancar a sangria" da Lava Jato, não teria caído em maio de 2016 nem na semana passada. Continuaria ministro.

"Apenas na semana passada, quase nove meses após a saída de Jucá, foi aberto um inquérito no Supremo para investigar o ex-ministro, o senador Renan Calheiros e o ex-presidente José Sarney por causa dessa delação", lembra o jornalista. 

"Na prática, a norma que prevê o afastamento temporário com a denúncia cria uma blindagem política para ministros, apesar de o presidente negar esse objetivo. Temer argumenta que não pode afastar auxiliares com base em citações, mas foi exatamente o que aconteceu com Romero Jucá e também com Henrique Alves, que deixou o Ministério do Turismo em meados de junho após citação na delação de Sérgio Machado", atesta. 

Segundo o jornalista Kennedy Alencar, há situações em que a regra criada por Temer poderá ser derrubada. "A força das revelações e a dinâmica da Lava Jato podem atropelar essa regra criada pelo presidente a depender do conteúdo explosivo de algumas delações", afirma. 

Leia na íntegra a análise de Kennedy Alencar. 

 

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