Kotscho: “cenário é de desolação e incertezas”
Na semana em que o Brasil deverá migrar para o governo do vice Michel Temer, o jornalista Ricardo Kotscho escreve que, "aconteça o que acontecer, uma coisa é certa: vivemos o final do ciclo chamado de 'presidencialismo de coalizão', um sistema político-partidário-eleitoral falido e apodrecido, baseado no 'toma-lá-dá-cá', que tornou o País ingovernável e nos levou à ruína econômica. E não há nada novo à vista no horizonte próximo"
247 – Em um texto sobre o futuro, na semana em que o Brasil deve migrar para o governo do vice-presidente, Michel Temer, o jornalista Ricardo Kotscho vê um "cenário de desolação e incertezas" e destaca que "não há nada de novo à vista". "Reconheçamos: não temos nenhum Juscelino na praça", diz.
"Aconteça o que acontecer, uma coisa é certa: vivemos o final do ciclo chamado de 'presidencialismo de coalizão', um sistema político-partidário-eleitoral falido e apodrecido, baseado no 'toma-lá-dá-cá', que tornou o País ingovernável e nos levou à ruína econômica. E não há nada novo à vista no horizonte próximo", afirma.
Kotscho afirma que "até os que jogaram tudo no impeachment de Dilma já estão desanimando ao ver os nomes até aqui anunciados". E avalia que "já não se trata mais de discutir se foi golpe ou não foi", mas "se o País pode ter um mínimo de governabilidade até 2018, seja quem for o presidente, mantido o atual sistema político". Ele acredita que não.
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