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Kotscho: marchas das trevas foram fiasco

"Querem fazer de Dilma um novo Jango, mas se esquecem que o Brasil de hoje é outro Brasil, e o povo não vai abrir mão das conquistas destes anos de democracia plena, que resgataram 40 milhões de cidadãos da miséria e promoveram a maior inclusão social da história recente, devolvendo a cada um de nós o orgulho de ter nascido nesta terra", diz o jornalista Ricardo Kotscho, ao comentar as marchas da família realizadas no fim de semana

"Querem fazer de Dilma um novo Jango, mas se esquecem que o Brasil de hoje é outro Brasil, e o povo não vai abrir mão das conquistas destes anos de democracia plena, que resgataram 40 milhões de cidadãos da miséria e promoveram a maior inclusão social da história recente, devolvendo a cada um de nós o orgulho de ter nascido nesta terra", diz o jornalista Ricardo Kotscho, ao comentar as marchas da família realizadas no fim de semana (Foto: Leonardo Attuch)

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247 - A presidente Dilma Rousseff não será transformada num novo João Goulart. Quem diz é o jornalista Ricardo Kotscho, ao comentar as marchas da família realizadas no último fim de semana. Leia abaixo:

Marchas das trevas são um fracasso em todo o país

Nem queria interromper meu sagrado domingo com os netos no sítio para falar desta bobagem, mas depois de ler o noticiário e ver as imagens das tais "Marchas da Família" programadas para este sábado em várias capitais, quase 50 anos depois do golpe militar _ e civil _ que derrubou o presidente João Goulart e implantou uma ditadura assassina, não poderia ficar calado diante deste retumbante fracasso que levou seus parcos manifestantes ao ridículo, expondo os fantasmas que sobreviveram às trevas. Entre as viúvas da ditadura, foram notadas as ausências de alguns blogueiros e comentaristas de televisão.

É revoltante ver, em meio ao mais longo período de amplas liberdades democráticas da nossa história, um bando de malucos celerados carregando santos e terços para pedir a queda do governo e a volta da ditadura. Um grito de guerra entoado por vozes cansadas pregava "Fora PT, não queremos eleições, queremos intervenção", expressando o que uma certa elite financeira e midiática até deseja, mas não tem coragem de dizer, exatamente como fez em 1964 com Jango.

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Querem fazer de Dilma um novo Jango, mas se esquecem que o Brasil de hoje é outro Brasil, e o povo não vai abrir mão das conquistas destes anos de democracia plena, que resgataram 40 milhões de cidadãos da miséria e promoveram a maior inclusão social da história recente, devolvendo a cada um de nós o orgulho de ter nascido nesta terra.

Não por acaso, certamente, o cerco a Dilma promovido pela oposição partidária e midiática, tendo como pretexto velhas denúncias contra a administração da Petrobras, aumentou exatamente na mesma semana em que uma nova pesquisa Ibope indica a reeleição da presidente no primeiro turno. Sem esperanças nas urnas, querem retomar o poder por outros meios. Aa baixaria das "Marchas da Família" _ da familia de quem? _ serviu apenas para demonstrar, mais uma vez, a distância entre o país real e aquele que uma minoria imagina ser de sua propriedade.

Entre tantas outras, como a de uma marchadeira em Brasília, de quepi na cabeça, discursando para ela mesma com um guarda chuva na mão, uma cena resume bem o que foi este dia triste na nossa história. Em São Paulo, sete manifestante _ exatamente sete _ que promoveram um protesto junto ao Obelisco do Ibirapuera, marcharam até o Comando da 2ª Região Militar para pedir a volta da ditadura.

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Podem tirar seus cavalinhos da chuva. Se tem alguem neste país que não quer nem ouvir falar em novo golpe militar são exatamente os militares, profissionais formados na democracia e dedicados unicamente às suas funções constitucionais.

Num país de 200 milhões de habitantes, o que são 500 marchadeiros em São Paulo, outros tantos no Rio, 50 em Fortaleza, 30 em Manaus, 25 no Recife, em sua maioria homens mais velhos e senhoras histéricas cantando o Hino Nacional? Em todos os lugares, havia mais policiais e jornalistas do que manifestantes  acenando com o perigo do comunismo, algo em que nem Putin acredita mais, e Roberto Freire já abandonou há muito tempo, em troca de algumas boquinhas, num patético retrato em branco e preto de um tempo que já morreu e esqueceu de dizer adeus.

Ditadura nunca mais!

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