Kotscho: mundo avança; Brasil volta aos tempos da Guerra Fria

Jornalista diz que, enquanto o "mundo ficou melhor", a exemplo da reaproximação entre Obama e Raúl Castro, o "Brasil está voltando aos tempos de Guerra Fria"; Ricardo Kotscho criticou a nova edição da revista Veja, que, "em sua cada vez mais colérica campanha para derrubar o governo eleito, a decadente revista convoca seus seguidores para as manifestações do 'Fora, Dilma' marcadas para este domingo"

Jornalista diz que, enquanto o "mundo ficou melhor", a exemplo da reaproximação entre Obama e Raúl Castro, o "Brasil está voltando aos tempos de Guerra Fria"; Ricardo Kotscho criticou a nova edição da revista Veja, que, "em sua cada vez mais colérica campanha para derrubar o governo eleito, a decadente revista convoca seus seguidores para as manifestações do 'Fora, Dilma' marcadas para este domingo"
Jornalista diz que, enquanto o "mundo ficou melhor", a exemplo da reaproximação entre Obama e Raúl Castro, o "Brasil está voltando aos tempos de Guerra Fria"; Ricardo Kotscho criticou a nova edição da revista Veja, que, "em sua cada vez mais colérica campanha para derrubar o governo eleito, a decadente revista convoca seus seguidores para as manifestações do 'Fora, Dilma' marcadas para este domingo" (Foto: Gisele Federicce)
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247 - O jornalista Ricardo Kotscho compara em seu blog o "gesto de grandeza" entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o de Cuba, Raúl Castro, com "a baixaria dos porta-vozes midiáticos da elite tupiniquim". A crítica se refere à nova edição da revista Veja, que traz um editorial intitulado "O chamado das ruas". 

"Em sua cada vez mais colérica campanha para derrubar o governo eleito, a decadente revista convoca seus seguidores para as manifestações do "Fora, Dilma" marcadas para este domingo, na mesma linha da capa fake publicada às vésperas do segundo turno das eleições de outubro, na desesperada tentativa de reverter o resultado das urnas", escreve ele.

Leia abaixo seu artigo:

Obama e Raul apontam para um mundo melhor

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos:

"Os Estados Unidos não ficarão presos ao passado. É a primeira vez que em mais de meio século que serão restabelecidas formalmente as relações diplomáticas com Cuba. Nunca antes as relações com a América Latina foram tão boas".

Raul Castro, presidente de Cuba:

"O presidente Barack Obama é um homem honesto e isso se deve à sua origem humilde. Dez presidentes dos Estados Unidos anteriores a Obama têm dívidas com Cuba, menos o presidente Obama".

Quando eu imaginava poder reproduzir estas frases dos presidentes dos Estados Unidos e de Cuba?

Eu sou do tempo em que era bonito defender a revolução cubana e meter o pau no imperialismo americano.

No Brasil de hoje em dia, em que a intolerância, a prepotência e a ignorância tornam-se a cada dia mais ameaçadoras, ficou bonito mandar para Cuba os adversários políticos que venceram as eleições pela quarta vez seguida, e depois passar o fim de semana em Miami, como antes iam para o Guarujá.

Neste meio século que separa um tempo do outro, sem que eu tenha mudado de lado, sou agora um grande admirador da coragem do presidente americano Barack Obama e celebro com muita alegria a reaproximação dos Estados Unidos com Cuba, graças à intermediação de um outro homem providencial, o papa Francisco.

Obama, Raul e Francisco já garantiram seus lugares na história. Os que são contra eles, republicanos americanos ou a direita brasileira, ficarão na poeira das irrelevâncias.

O mundo ficou melhor, mas o Brasil está voltando aos tempos da Guerra Fria. O melhor retrato do Brasil de 2015 (ou o pior, dependendo de quem olha) é a foto das três jovens madames que ornam o editorial da "Veja" desta semana, sob o título "O chamado das ruas".

Em sua cada vez mais colérica campanha para derrubar o governo eleito, a decadente revista convoca seus seguidores para as manifestações do "Fora, Dilma" marcadas para este domingo, na mesma linha da capa fake publicada às vésperas do segundo turno das eleições de outubro, na desesperada tentativa de reverter o resultado das urnas.

Entre o gesto de grandeza de Obama e Raul, e a baixaria dos porta-vozes midiáticos da elite tupiniquim, o Brasil joga o futuro da democracia no maior país do continente. Para o bem ou para o mal, cada um que faça a sua escolha. Estamos vivendo um momento histórico. E é muito bom estar vivo para ver isso acontecer.

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