Kotscho: que país é este, 50 anos após 1968?

O jornalista Ricardo Kotscho comenta a entrevista concedida pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura ao programa Roda Viva, que irá ao ar no dia 30; "Sem querer ser saudosista ou nostálgico, fiquei com a ligeira impressão de que nós todos já fomos melhores. Pelo menos, a gente lutava por nossos ideais quando as ameaças eram muito maiores", diz Kotscho

O jornalista Ricardo Kotscho comenta a entrevista concedida pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura ao programa Roda Viva, que irá ao ar no dia 30; "Sem querer ser saudosista ou nostálgico, fiquei com a ligeira impressão de que nós todos já fomos melhores. Pelo menos, a gente lutava por nossos ideais quando as ameaças eram muito maiores", diz Kotscho
O jornalista Ricardo Kotscho comenta a entrevista concedida pelo jornalista e escritor Zuenir Ventura ao programa Roda Viva, que irá ao ar no dia 30; "Sem querer ser saudosista ou nostálgico, fiquei com a ligeira impressão de que nós todos já fomos melhores. Pelo menos, a gente lutava por nossos ideais quando as ameaças eram muito maiores", diz Kotscho (Foto: Aquiles Lins)
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Por Ricardo Kotscho, em seu blog - Durante uma hora e meia na tarde de terça-feira, na gravação do Roda Viva que vai ao ar na próxima segunda, o jornalista e escritor Zuenir Ventura deu uma verdadeira aula afetiva sobre o Brasil dos últimos 50 anos, e nos fez pensar sobre o que fizemos do nosso país.

Mestre Zu, como é chamado pelos amigos, do alto dos seus 87 anos bem vividos, está relançando em edição especial o seu já clássico 1968 _ o Ano Que Não Terminou (Editora Objetiva), trinta anos após a publicação do livro.

Falando baixo e pensando muito antes de falar, como se estivesse pedindo licença para emitir suas opiniões, o jornalista que não gosta de ser chamado de veterano, parecia um jovem procurando motivos e sinais para não perder as esperanças neste país que, definitivamente, não deu certo, pelo menos para a nossa geração.

Já quase no final, quando citei uma frase de Antonio Callado em sua última entrevista à Folha, pouco antes de morrer _ "Lutei todas as lutas do lado certo. Perdi todas..." _ e lhe perguntei se diria o mesmo, Zuenir levou algum tempo para responder que sim.

(...)

Mais do que testemunha ocular, Zuenir é personagem importante de alguns dos momentos mais marcantes da história recente do país.

Por isso, vale a pena ver este Roda Viva, que vai ao ar às 22h15 do dia 30, pela TV Cultura, e ler ou reler o livro 1968, com caderno de fotos e prefácio inédito, a ser lançado no dia 2 de maio.

Sem querer ser saudosista ou nostálgico, fiquei com a ligeira impressão de que nós todos já fomos melhores.

Pelo menos, a gente lutava por nossos ideais quando as ameaças eram muito maiores.

Leia o texto na íntegra no Balaio do Kotscho

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