Kotscho: se não tem tu, vai tu mesmo. Vai sobrar para Alckmin?

"Fernando Henrique Cardoso, o grande patrono dos tucanos, prefere Luciano Huck. Michel Temer não gosta dele, mas o seu MDB não tem ninguém", diz o jornalista Ricardo Kotscho. "O grande eleitor chamado 'mercado' queria Henrique Meirelles, mas ele não tem votos. Geraldo Alckmin não passa de um dígito nas pesquisas, não empolga ninguém, mas por falta de opção no mercado de votos pode sobrar para ele o espólio do 'governo das reformas'"

Kotscho: se não tem tu, vai tu mesmo. Vai sobrar para Alckmin?
Kotscho: se não tem tu, vai tu mesmo. Vai sobrar para Alckmin? (Foto: Dir.: Gleison Miranda/Ascom)

247 - "Fernando Henrique Cardoso, o grande patrono dos tucanos, prefere Luciano Huck. Michel Temer não gosta dele, mas o seu MDB não tem ninguém", diz o jornalista Ricardo Kotscho. "O grande eleitor chamado 'mercado' queria Henrique Meirelles, mas ele não tem votos. Geraldo Alckmin não passa de um dígito nas pesquisas, não empolga ninguém, mas por falta de opção no mercado de votos pode sobrar para ele o espólio do 'governo das reformas'", acrescenta.

Segundo o jornalista, "é a tal história do 'se não tem tu, vai tu mesmo". "Por que me arrisco a escrever isso? Por uma série de razões. Alckmin não corre o menor risco de ser alcançado pela Lava Jato, não só por ser tucano e ter foro privilegiado, mas porque as delações envolvendo seu nome 'não vêm ao caso' na Justiça de resultados, em que cada juiz faz a sua própria lei", diz o blogueiro.

"Se não é um nome capaz de unir o país, também não tem ânimo para dividi-lo ainda mais do que já está, e tenho notado um sentimento generalizado na maioria das pessoas em busca de um pouco de paz, não de guerra. Por isso, a fama de 'picolé de chuchu' pode até lhe ser útil nas atuais circunstâncias. Governa há séculos o maior colégio eleitoral do país, tem uma história política consistente e estrutura partidária forte no Sul e Sudeste", continua.

Segundo Kotscho, "se não é o candidato dos sonhos, também não desagrada o mercado financeiro, os barões da mídia e os grandes empresários que mandam de verdade no país, qualquer que seja o presidente. Com seu ar de vigário geral da paróquia, circula com desenvoltura por todas as igrejas e suas legiões de fiéis, não é homem de fazer inimigos", complementa. "Doze anos atrás, todos se lembram, teve menos votos no segundo do que no primeiro turno. Agora, seu grande desafio é chegar ao segundo turno, se o PSDB deixar".

Leia a íntegra no Balaio do Kotscho

 

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