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Luis Felipe Miguel sugere boicote de entrevistas até que Globo demita Waack

O cientista político Luis Felipe Miguel defende que não basta a Globo suspender o jornalista William Waack e divulgar um pedido de desculpas após a declaração de cunho racista revelada em vídeo divulgado nesta quarta-feira (09); para o professor da UnB, os intelectuais brasileiros deveriam boicotar a Globo e não conceder entrevistas aos canais da emissora até que Waack seja demitido; "É a forma de demonstrar compromisso com os valores mínimos que devem presidir a construção de uma sociedade mais justa, qualquer que seja a maneira pela qual nós a imaginemos"

O cientista político Luis Felipe Miguel defende que não basta a Globo suspender o jornalista William Waack e divulgar um pedido de desculpas após a declaração de cunho racista revelada em vídeo divulgado nesta quarta-feira (09); para o professor da UnB, os intelectuais brasileiros deveriam boicotar a Globo e não conceder entrevistas aos canais da emissora até que Waack seja demitido; "É a forma de demonstrar compromisso com os valores mínimos que devem presidir a construção de uma sociedade mais justa, qualquer que seja a maneira pela qual nós a imaginemos" (Foto: Charles Nisz)

Por Luís Felipe Miguel, em seu Facebook

Não basta “suspender” William Waack, nem divulgar um tímido pedido de desculpas. Também não há muito a ser “esclarecido” numa situação bastante evidente. Ele cometeu um crime de injúria racial, indicador de uma visão de mundo - o supremacismo branco - que é absolutamente incompatível com a posição de formador de opinião de que ele desfruta.

Sugiro que todos os colegas - intelectuais, acadêmicos, professores, pesquisadores - parem de conceder entrevistas às emissoras da Rede Globo até que Waack seja efetivamente desligado. É a forma de demonstrar compromisso com os valores mínimos que devem presidir a construção de uma sociedade mais justa, qualquer que seja a maneira pela qual nós a imaginemos.