Luís Miguel: já podemos chamar a Folha de panfleto
O cientista político Luis Felipe Miguel criticou o jornal da famílias Frias por estampar em sua capa deste sábado, 14, que "Grupos jovens anti-Maduro evitam ação contra eleição"; "Não é que a oposição de direita está refluindo; é que os grupos 'estão em fase de reorganização'. Não é que eles entendem que não têm força para boicotar o pleito; é que, 'segundo seus integrantes, o momento é de acompanhar o cenário político, e não de ação'", diz Miguel; "Tempos atrás, a Folha anunciou, com pompa, sua decisão de parar de chamar Maduro de 'presidente' e passar a chamá-lo de 'ditador'. Creio que temos motivos melhores para parar de chamar a Folha de 'jornal' e passar a chamá-la de 'panfleto'"
Por Luis Felipe Miguel, em seu Facebook - Como várias pessoas já apontaram, a Venezuela anda sumida do noticiário. A tentativa de gerar o caos no país não alcançou o resultado desejado. Um largo contingente de insatisfeitos com o governo Maduro não se dispõe mais a alimentar a oposição de ultradireita guiada pelo imperialismo estadunidense. As eleições de amanhã prometem alta participação popular. Em suma, uma vez que os acontecimentos não se encaixam mais na narrativa desejada, deixam de ser "notícia".
Hoje, a Venezuela volta à capa da Folha - e o jornal paulistano desce mais uns degraus na espiral do ridículo. A chamada de capa é "Grupos jovens anti-Maduro evitam ação contra eleição". Não é que a oposição de direita está refluindo; é que os grupos "estão em fase de reorganização". Não é que eles entendem que não têm força para boicotar o pleito; é que, "segundo seus integrantes, o momento é de acompanhar o cenário político, e não de ação".
Tempos atrás, a Folha anunciou, com pompa, sua decisão de parar de chamar Maduro de "presidente" e passar a chamá-lo de "ditador". Creio que temos motivos melhores para parar de chamar a Folha de "jornal" e passar a chamá-la de "panfleto".
