Macedo e Civita no ringue: quem bate mais duro?

O bispo Edir Macedo, da Igreja Universal e da Record, levou o primeiro murro, acusado nas pginas da revista Veja de lavar dinheiro da igreja por meio da emissora; o troco foi forte, com longas reportagens na tev chamando Civita de mentiroso e no muito esperto...; veja vdeos

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247 – Uma guerra de grandes proporções entre duas das maiores empresas de comunicação do País está ganhando cada vez mais desdobramentos. O conflito envolve diretamente Roberto Civita, presidente do Conselho de Administração do Grupo Abril, ao qual pertence a revista Veja, e o bispo Edir Macedo, fundador da polêmica Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record. O primeiro tiro foi disparado por Civita, por meio da semanal Veja, com reportagens que denunciavam o império religioso do bispo por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, acusações que Macedo enfrenta, neste momento, na justiça.. O troco, porém, não tardou a chegar, na forma de uma entrevista do próprio Macedo ao programa Domingo Espetacular. “Eu fico pensando quantas outras mentiras eles devem veicular nessa revista", disse ele, no domingo 11. 

A revista Veja publicou, em suas últimas edições, matérias que denunciam esquemas fraudulentos na igreja administrada por Macedo há 22 anos. Entre as acusações estão atividades criminosas como estelionato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Também noticia investigações feitas pela polícia venezuelana, que acusa o bispo de lavar dinheiro do tráfico de drogas do país. Na semana passada, Macedo viu-se denunciado pelo Ministério Público Federal por arrecadar dos frequentadores da Universal uma grande quantia em dinheiro e enviá-la ilegalmente para os Estados Unidos, entre 1999 e 2005. O bispo então declarou guerra contra a Editora Abril.

Segundo reportagem publicada na última edição de Veja, assinada por Laura Diniz e Otávio Cabral, as denúncias desencadearam uma grave crise na emissora. Mesmo com alto investimento, os índices de audiência continuam abaixo do esperado, os salários dos funcionários estão atrasados e o cenário seria de guerra entra a equipe que trabalha no complexo da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. A matéria diz ainda que, em 2010, a Igreja teria repassado cerca de 430 milhões de reais à Record, dinheiro que seria usado para comprar horários de programas religiosos. Com o valor investido, a emissora adquiriu novos equipamentos para produção de novelas e reforçou sua grade de atores contratados. O objetivo do investimento seria ultrapassar, segundo Veja, a audiência da Rede Globo, mas desde 2009, o ibope diário do horário nobre está estacionado na casa dos 7 pontos, acusa a revista.

Em resposta às acusações, reportagem da Record questiona a credibilidade das publicações da Editora Abril. O site alega que as informações são falsas, que a revista vem utilizando os mesmos argumentos para desestabilizar a emissora e que repete as mesmas insinuações de sempre: crise financeira, divisões no alto comando da Record e denúncias antigas de alguns promotores, já esclarecidas pela Justiça. O texto ressalta ainda um artigo publicado no portal Observatório da Imprensa por Luciano Martins Costa, intitulado "Para onde vai a Editora Abril?". O jornalista, que já passou por Veja, estranha o fato de a família Civita ter contratado um banqueiro, o ex-presidente do Santander Fábio Barbosa, para presidir o grupo, uma possível tentativa de estancar uma crise financeira que atinge o grupo.

Na entrevista de 11 de setembro ao Domingo Espetacular, além de declarar guerra contra a publicação de Civita, o bispo esclareceu as acusações. Segundo ele, a revista "por meio de notícias falsas quer atingir a integridade de sua emissora". O principal alvo da reportagem foi a coluna de Otávio Cabral, "Panorama Holofote", publicada em Veja, que abordou a crise financeira vivida pela Record. Macedo relata ainda que Veja toma as dores da líder de audiência Rede Globo, não admitindo que a Record seja uma nova força da mídia brasileira, inclusive em transmissões de eventos esportivos. Já a publicação de Civita defende que a emissora deixe de utilizar verba doada por religiosos e use apenas dinheiro de suas campanhas publicitárias.

Reportagem do Domingo Espetacular exibida em 11 de setembro:

 



Reportagem do Jornal da Record que duvida da credibilidade de Veja:

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