Marcelo Auler: dona Lindu fez Lula e Boff chorarem abraçados
Segundo o jornalista, "Dona Lindu surgiu na conversa entre os dois amigos quando Boff lembrou a Lula a 'essencial necessidade de cultivar o espírito na circunstância solitária' pela qual ele está passando naquela sala transformada em cela. Conforme o teólogo depois relatou a amigos mais próximos"; "Boff então lembrou a fé da mãe do ex-presidente, dona Lindu, e recordou a frase que o filho dizia sempre ter ouvido dela: 'lute Lula, lute sempre, nunca desista'"
247 - "Quando, na visita de hora e meia que fez na tarde de segunda-feira (07/05), Leonardo Boff sugeriu a Lula que além da intercessão dos tradicionais santos e santas dos altares ele apelasse para 'àquela que viveu e sofreu, santificou-se no cuidado da vida de seus filhos', referindo-se a mãe do ex-presidente, dona Lindu, os dois, abraçados desabaram em um choro emocionado", escree o jornalista Marcelo Auler.
Segundo o jornalista, "Dona Lindu surgiu na conversa entre os dois amigos quando Boff lembrou a Lula a 'essencial necessidade de cultivar o espírito na circunstância solitária' pela qual ele está passando naquela sala transformada em cela. Conforme o teólogo depois relatou a amigos mais próximos". "Boff então lembrou a fé da mãe do ex-presidente, dona Lindu, e recordou a frase que o filho dizia sempre ter ouvido dela: 'lute Lula, lute sempre, nunca desista'", continua.
"Com essas recordações, o teólogo propôs que nos momentos de solidão Lula não se limitasse “a pedir a intercessão dos tradicionais santos e santas dos altares”, mas também à sua mãe. Do ex-presidente, Boff ouviu a expectativa de que esse período na prisão tenha um significado maior: 'Essa prisão não deve ser em vão, deve ter um significado maior. Maior do que, eu, maior do que você. No sentido de resgatar a dignidade dos pobres, porque para isso eu entrei na política'", reforça.
"Diante de tal depoimento, Boff confessou: 'Entrei abatido, pela situação total do Brasil. Escutando Lula, convivendo com ele, vendo o seu espírito para cima, eu saí fortificado. Sai com esperança (…) Eu saí de lá enriquecido, espiritualizado, pela força não só política dele. Pela força que vem de dentro. Uma espiritualidade de nível popular. Não é essa clássica que nós conhecemos. Mas essa que sente quando diz ‘vai com Deus’, ‘fique com Deus’, ‘que Deus lhe abençoe'", complementa.
Leia a íntegra no Blog do Marcelo Auler
