Marqueteiro do PT aposta em nostalgia como elemento definidor das eleições

Líder da Leiaute Propaganda, que comanda a campanha do PT à presidência da República, o publicitário Sidônio Palmeira não é afeito a holofotes como os marqueteiros-celebridade Duda Mendonça e João Santana; o publicitário entende que a 'nostalgia' é um forte elemento simbólico que pode definir as eleições de 2018 que avançam sob o signo de um golpe mal sucedido

Marqueteiro do PT aposta em nostalgia como elemento definidor das eleições
Marqueteiro do PT aposta em nostalgia como elemento definidor das eleições

247 - Líder da Leiaute Propaganda que comanda a campanha do PT à presidência da república, o publicitário Sidônio Palmeira não é afeito a holofotes como os marqueteiros-celebridade Duda Mendonça e João Santana. Palmeira é amigo de Jaques Wagner e dirige a campanha de Rui Costa ao governo da Bahia, designando seus sócios Carlos Andrade de Raul Rabelo para campanha nacional propriamente dita. Palmeira entende que a 'nostalgia' é um forte elemento simbólico que pode definir as eleições de 2018 que avançam sob o signo de um golpe mal sucedido. 

Em reportagem do jornal Valor, Palmeira é 'escaneado' como um publicitário discreto, vitorioso e que não gosta de orçamentos milionários. A matéria afirma que ele só trabalha com o candidato se 'for com a cara dele' e ainda destaca que a vitória praticamente assegurada de Rui Costa (PT) no primeiro turno da Bahia pode deslocá-lo em definitivo para a campanha nacional de Lula. 

A matéria descreve Palmeira como um articulador bem relacionado: "amigo do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, e atuante nas três vitórias consecutivas do PT no Estado nos últimos 12 anos, o publicitário Sidônio Palmeira rejeita o rótulo de marqueteiro. Ao contrário de seus antecessores em campanhas do PT, Duda Mendonça e João Santana - que com Nizan Guanaes formam o triunvirato baiano do marketing político, - Sidônio é discreto e avesso aos holofotes."

Palmeira, segundo a reportagem, não lida diretamente com as mídias digitais: "ele observa que não está à frente dos comerciais para internet, e a partir desta sexta-feira, para o rádio e televisão, da campanha de Lula. Mas a criação do conceito e do slogan - "o Brasil feliz de novo" - levam a sua digital. A campanha aposta na "saudade" dos eleitores, em tempos de crise, dos tempos de bonança dos governos de Lula de 2003 a 2010.

Sobre as camanhas já feitas, é sublinhado que: "refratário aos orçamentos vultosos, Sidônio ajudou o PT a vencer campanhas na Bahia com comerciais baratos, em que usa gente comum no lugar de atores, tomadas de rua no lugar de cenários, e a mensagem direcionada ao desejo popular, porque sabe como poucos decifrar a "alma do povo". "Ele tem o binômio sensibilidade mais conteúdo político", traduz Jaques Wagner."

 

 

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