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Martins admite que "luta armada foi um erro"

Ex-militantes do grupo MR-8, jornalista Franklin Martins reconhece que iniciativa de luta armada nas décadas de 1960 e 1970; "Não porque não se pode fazer a luta armada, mas sim porque não fortalecemos a luta contra a ditadura", refletiu ele, durante seminário na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília

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Ex-militantes do grupo MR-8, jornalista Franklin Martins reconhece que iniciativa de luta armada nas décadas de 1960 e 1970; "Não porque não se pode fazer a luta armada, mas sim porque não fortalecemos a luta contra a ditadura", refletiu ele, durante seminário na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília (Foto: Marco Damiani)
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Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil - A declaração do escritor Domingos Pellegrini em um debate ontem (18) na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, ainda repercute. Pellegrini disse que a ditadura no Brasil foi mais branda que os demais governos militares na América Latina. Em um seminário hoje (19), também na bienal, o jornalista Franklin Martins discordou dessa teoria.

"Tem gente que diz que a ditadura não foi brava assim. Mas você não diz se uma ditadura é branda porque morreu mais ou menos gente, e sim por ter amordaçado o país, impedido as pessoas de se expressar. A essência da ditadura é 'me aplaude que você vai se dar bem, me enfrenta que você vai pros quintos dos infernos'".

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Martins participou de um dos seminários do evento que lembram os 50 anos do golpe de 64. Convidado para contar sua experiência na luta armada durante a ditadura, o jornalista acredita ter sido um erro do movimento ter pego em armas contra as forças militares. "A luta armada foi um erro. Não porque não se pode fazer a luta armada, mas sim porque não fortalecemos a luta contra a ditadura. Muitos dos melhores, dos mais talentosos de nós, se expuseram e foram massacrados".

Respondendo às perguntas do público, ele comentou sobre o trabalho da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que pretende revelar pontos ainda obscuros no período de repressão no Brasil. Para Martins, se a CNV for capaz de fazer as Forças Armadas pedirem desculpas sobre os chamados Anos de Chumbo, o trabalho terá rendido frutos. "Para que o país possa seguir por um caminho certo, todos precisam reconhecer o que foi feito errado".

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Muito lembrado por ter participado do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, usado na troca por colegas presos pelo regime, Martins concluiu dizendo que o período mais difícil não foi enquanto esteve no Brasil, resistindo. "Para mim o exílio em Paris foi a pior coisa. Lá, eu era um cara fora da minha terra, enquanto as pessoas no meu país morriam". Contudo, ele afirma não ter se arrependido da postura que adotou contra a ditadura militar. "Eu fico feliz que a gente deixou alguma coisa para vocês. Eu olho para a minha neta e sei que ela vai crescer em liberdade, e isso não tem preço".

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