Mello Franco: antes caçador de corruptos, Moro agora perdoa suspeitos do governo

O jornalista Bernardo Mello Franco aponta: "Antes de virar ministro, Sérgio Moro se vendia como um implacável caçador de corruptos. Agora ele virou um aliado compreensivo, que perdoa e defende os suspeitos do governo"

247 - O jornalista Bernardo Mello Franco, em sua coluna no jornal O Globo, aponta. "O exercício do poder amoleceu o coração de Sergio Moro. Antes de virar ministro, ele se vendia como um implacável caçador de corruptos. Agora se mostra um aliado compreensivo, disposto a perdoar todos os suspeitos que o cercam".

"Quando pontificava em Curitiba, o então juiz dizia que o caixa dois era 'um crime contra a democracia'. "A corrupção para financiamento de campanha é pior que para o enriquecimento ilícito', sentenciou, numa palestra em 2017".

"Ao pendurar a toga, ele foi confrontado com as confissões de Onyx Lorenzoni, que admitiu ter recebido R$ 100 mil no caixa dois. Generoso, disse que o colega continuava a contar com sua 'grande admiração'. 'Ele admitiu o erro, pediu desculpas e tomou providências para repará-lo', justificou".

"No caso Queiroz, Moro continuou a tapar os olhos. O Coaf apontou as movimentações suspeitas de Flávio Bolsonaro e os cheques na conta da primeira-dama, mas o ex-juiz não viu nada de errado. Ao ser questionado no Congresso, alegou que as perguntas eram 'ofensivas' e saiu de fininho, sem responder".

"Cada vez mais longe da sonhada vaga no Supremo, Moro passou do silêncio complacente à defesa aberta do chefe. No domingo, ele correu ao Twitter para defender Jair Bolsonaro no caso do laranjal do PSL".

"O que diria o juiz da Lava-Jato?"

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