Mello Franco: Bolsonaro usa teorias da conspiração para o poder

"Bolsonaro voltou a investir na ficção", escreve o jornalista Bernardo Mello Franco. "Ao chegar da viagem à Índia, ele declarou que os problemas do Enem podem ter sido fruto de sabotagem. Na mesma entrevista, levantou suspeitas sobre a auditoria que não identificou fraudes no BNDES", diz. O ocupante do Planalto "não parece acreditar nas próprias cascatas", afirma

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247 - Em sua coluna publicada no jornal O Globo, Bernardo Mello Franco afirma que "Jair Bolsonaro tem um caso antigo com as teorias da conspiração. Desde que virou deputado, em 1990, ele descreve o Brasil como um país à beira do comunismo. O fantasma vermelho nunca existiu, mas o ajudou a acumular sete mandatos".

"Bolsonaro voltou a investir na ficção. Ao chegar da viagem à Índia, ele declarou que os problemas do Enem podem ter sido fruto de sabotagem. Na mesma entrevista, levantou suspeitas sobre a auditoria que não identificou fraudes no BNDES. 'Tem coisa esquisita aí', garantiu. Em ambos os casos, o presidente não apresentou nenhum fato concreto para sustentar o que disse", acrescenta o jornalista.

Segundo o colunista, o ocupante do Planalto "não parece acreditar nas próprias cascatas, que usa como muletas para desviar a atenção de problemas". "Mesmo assim, suas teorias ainda convencem muita gente. Segundo pesquisa do Instituto da Democracia, 45% dos brasileiros não confiam na contagem de votos do TSE. O presidente é o primeiro na fila para desacreditar as urnas eletrônicas".

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