Mello Franco: Cármen deixou Lula na marca do pênalti, com decisão 100% política

Colunista Bernardo Mello Franco comenta a jogada da presidente do STF ao pautar o julgamento do habeas corpus de Lula para esta quinta; "A decisão de Cármen foi 100% política. Ela estava prestes a ser derrotada, depois de declarar que não reabriria o debate sobre as prisões. Um recuo forçado esvaziaria sua autoridade como presidente do Supremo", escreveu; "A finta de Cármen deixou o petista na marca do pênalti. (...) Para o PT, a manobra reduziu as chances de Lula escapar da cadeia", completou

Mello Franco: Cármen deixou Lula na marca do pênalti, com decisão 100% política
Mello Franco: Cármen deixou Lula na marca do pênalti, com decisão 100% política
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - Em sua coluna nesta quinta, o jornalista Bernardo Mello Franco comentou a decisão da ministra Cármen Lúcia de pautar o habeas corpus de Lula para ser julgado nesta quinta. 

Confira abaixo alguns trechos do texto:

"Cármen Lúcia aplicou um drible nos colegas que tentavam emparedá-la. Ontem a ministra seria cobrada a pautar um novo julgamento sobre a prisão de condenados em segunda instância. Ela atirou primeiro. De surpresa, antecipou para hoje a decisão sobre o futuro do ex-presidente Lula.

A finta de Cármen deixou o petista na marca do pênalti. A defesa esperava que o Supremo julgasse uma ação genérica, que poderia beneficiá-lo de forma indireta. Ao pautar o pedido de habeas corpus, a ministra devolveu a pressão aos colegas que preferiam salvar o ex-presidente sem citar o seu nome.

Para o PT, a manobra reduziu as chances de Lula escapar da cadeia. Se o Supremo negar o habeas corpus, ele ficará nas mãos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que já aumentou sua pena de nove para 12 anos. Tudo indica que a Corte negará o último recurso da defesa na próxima segunda. Isso significa que o ex-presidente poderá ser preso em menos de uma semana.

A decisão de Cármen foi 100% política. Ela estava prestes a ser derrotada, depois de declarar que não reabriria o debate sobre as prisões. Um recuo forçado esvaziaria sua autoridade como presidente do Supremo. Ela ficaria esvaziada até setembro, quando terá que passar a cadeira ao ministro Dias Toffoli."

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247