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Mello Franco: quem defende o parlamentarismo quer continuar no poder sem votos

Em sua coluna nesta quarta, o jornalista Bernardo Mello Franco traz o posicionamento de um especialista que denuncia o fisiologismo da proposta parlamentarista; "Os políticos que defendem a adoção do parlamentarismo querem dar um golpe para continuar no poder sem votos. É o que afirma o historiador Luiz Felipe de Alencastro", afirma um professor emérito da Universidade Paris-Sorbonne; "É surpreendente que esta ideia volte sempre de modo oportunista, em momentos de crise e na véspera de eleições presidenciais", completa

Mello Franco (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O colunista Bernardo Mello Franco denuncia o que há por trás da proposta de implementação do parlamentarismo no Brasil, encabeçada pelo senador José Serra (PSDB-SP) e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. 

"Os políticos que defendem a adoção do parlamentarismo querem dar um golpe para continuar no poder sem votos. É o que afirma o historiador Luiz Felipe de Alencastro, professor emérito da Universidade Paris-Sorbonne. 'É surpreendente que esta ideia volte sempre de modo oportunista, em momentos de crise e na véspera de eleições presidenciais', critica"

'Os brasileiros já rejeitaram o parlamentarismo em dois plebiscitos, em 1963 e 1993. Adotá-lo agora seria um golpe, uma forma de subtração da soberania popular', acrescenta Alencastro, que hoje leciona na Escola de Economia da FGV-SP.

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Para Alencastro, a proposta está sendo ressuscitada porque a centro-direita ainda não encontrou um candidato viável ao Planalto. "O motivo é o medo da eleição direta", afirma.

"Os tucanos perderam as últimas quatro disputas no sistema atual. O próprio Serra foi derrotado duas vezes", lembra o historiador. Ele observa que o PSDB nasceu parlamentarista, mas deixou a bandeira de lado após a primeira eleição de FHC."