Merval já admite que Lula poderá ser candidato

O colunista Merval Pereira, que há vários meses vinha usando seu espaço editorial para fazer conjecturas sobre o impedimento da candidatura de Lula, agora já admite que o ex-presidente pode mesmo ser candidato em 2018; "A evolução dos processos contra o ex-presidente Lula está demonstrando sua formidável resiliência política, e como acertou na estratégia de manter a disputa jurídica sem abrir mão de sua candidatura presidencial. Ele entende com profundidade o espírito de nosso sistema político-jurídico", escreve

Merval já admite que Lula poderá ser candidato
Merval já admite que Lula poderá ser candidato

247 - Em sua coluna nesta quinta, Merval Pereira já admite que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência pode emsmo acontecer. 

Confira abaixo alguns trechos:

"A evolução dos processos contra o ex-presidente Lula está demonstrando sua formidável resiliência política, e como acertou na estratégia de manter a disputa jurídica sem abrir mão de sua candidatura presidencial. Ele entende com profundidade o espírito de nosso sistema político-jurídico.

No caso do Lula, a estratégia já foi a de simplesmente se livrar da cadeia, e agora já se vislumbra uma tentativa, incipiente, mas clara, de tentar superar a Ficha Limpa e conseguir chegar à urna eletrônica em outubro.

(...) 

A única maneira de Lula recuperar a condição de ser elegível é o STJ anular a decisão do TRF-4, descobrindo uma ilegalidade formal durante o julgamento, o que é muito difícil de acontecer. Caso contrário, o recurso contra a condenação e a inelegibilidade será negado.

Mas os defensores de Lula, ao dizer que o processo do TRF-4 ainda não terminou e que, portanto, sem o trânsito em julgado, Lula ainda é elegível, querem levar a questão eleitoral para o campo penal, porque tentam mudar também a legislação eleitoral, assim como estão conseguindo alterar a jurisprudência sobre prisão em segunda instância.

Misturar as duas situações pode ser uma boa saída para a defesa de Lula, alegando que, se a condenação em segunda instância deixou de ser o final de um processo penal, não pode ser decisiva para uma candidatura eleitoral. Podem alegar até que, enquanto Lula não for preso, o transito em julgado não existe."

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