Mídia americana ridiculariza Bolsonaro

Viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos é tratada com deboche pela imprensa norte-americana; "Na terça-feira, o homem que adotou a persona combativa de Trump – pessoalmente e no Twitter – levou sua adulação à Casa Branca, onde criticou 'fake news' e previu a reeleição de Trump", disse o texto da rede CNN; já o New York Times disse que Bolsonaro lembra Donald Trump: "nacionalista ousado cujo apelo populista com histórico de fazer declarações grosseiras sobre mulheres, gays e grupos indígenas"

Mídia americana ridiculariza Bolsonaro
Mídia americana ridiculariza Bolsonaro (Foto: PR)

247 - A imprensa dos Estados Unidos não poupou adjetivos para definir a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao país. Para a rede CNN, por exemplo, disse que o brasileiro "puxou o saco" do presidente Donald Trump, prevendo sua reeleição em 2020 e elogiando seu combate a "fake news".

"Na terça-feira, o homem que adotou a persona combativa de Trump – pessoalmente e no Twitter – levou sua adulação à Casa Branca, onde criticou “fake news” e previu a reeleição de Trump durante sua primeira visita oficial ao exterior. (…) Por enquanto, é uma camaradagem mais baseada em táticas compartilhadas, retórica (no caso de Bolsonaro, misógina e homofóbica) populista e lisonja do que qualquer questão em particular, embora Trump tenha dito que o comércio, as questões de segurança e a crise em curso na Venezuela estavam na agenda", diz o texto do veículo estadunidense.

Já para o New York Times, no encontro, era como se Trump estivesse olhando para um espelho.

"Como outros líderes autoritários que Trump abraçou desde que assumiu o cargo, Bolsonaro é um eco do presidente americano: um nacionalista ousado cujo apelo populista vem em parte de seu uso do Twitter e sua história de fazer declarações grosseiras sobre mulheres, gays e grupos indígenas", escreveu o jornalista Michael Shear.

Na noite de segunda-feira, antes de uma entrevista com o mandatário brasileiro, a rede ligada a direita americana Fox News, reforçou os laços de Bolsonaro com milicianos e ainda lembrou suas declarações contra minorias, como mulheres e LGBT, além de perguntar a posição do presidente sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

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