Ministério Público investiga a 'deep web' no caso da tragédia de Suzano

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre a autoria dos ataques que mataram 10 pessoas na escola Raul Brasil, na cidade de Suzano; o foco e a 'deep web', um conjunto de sites na internet que não são facilmente rastreáveis por mecanismos de busca como o Google; grupos de troca de mensagens circunscritos a esse protocolo digital conhecidos como chans garantem o anonimato aos usuários, e são famosos pelas discussões de caráter racista, homofóbico, misógino e com conteúdo de pedofilia

Ministério Público investiga a 'deep web' no caso da tragédia de Suzano
Ministério Público investiga a 'deep web' no caso da tragédia de Suzano (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

247 - O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre a autoria dos ataques que mataram 10 pessoas na escola Raul Brasil, na cidade de Suzano. O foco e a 'deep web', um conjunto de sites na internet que não são facilmente rastreáveis por mecanismos de busca como o Google. Grupos de troca de mensagens circunscritos a esse protocolo digital conhecidos como chans garantem o anonimato aos usuários, e são famosos pelas discussões de caráter racista, homofóbico, misógino e com conteúdo de pedofilia.

Segundo a reportagem do jornal El País, "o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, afirmou que o 'cyber Gaeco' - equipe especializada do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP - apura se Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro frequentavam estes fóruns. Smanio não descarta a ampliação das investigações para combater estes grupos online de forma mais abrangente. "Alguns deles já foram investigados anteriormente pelo MP e pelo Ministério Público Federal", afirma, sem citar os nomes. 'É possível que muitos jovens circulem nesse ambiente, e que existam outros crimes [sendo planejados ou cometidos nos grupos]', disse o procurador."

A matéria ainda acrescenta que "o massacre de Suzano foi comemorado em vários chans, onde os matadores foram tratados como 'heróis'. Computadores e telefones celulares utilizados pelos jovens assassinos foram apreendidos para serem periciados. De acordo com reportagem do portal R7, Guilherme e Luiz teriam trocado mensagens com o administrador do fórum radical Dogolachan, um homem conhecido apenas pela sigla DPR. O fundador do grupo, Marcelo Valle Silveira Mello, conhecido com Psy, foi preso em maio de 2018 na Operação Bravata da Polícia Federal, e condenado a mais de 41 anos de prisão pelos crimes de divulgar imagens de pedofilia, coação e outros. O Dogolachan se auto-intitula 'o maior fórum alt-right do Brasil', em referência ao termo usado nos Estados Unidos para se referir à extrema direita no país."

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