Míriam Leitão aponta os graves erros de Bolsonaro e Witzel na segurança

A jornalista Mìriam Leitão não considera que Jair Bolsonaro e Wilson Witzel tenham sido eleitos com uma forte agenda em segurança. Bolsonaro faz "apologia das armas", enquanto Witzel defende assassinatos

(Foto: Reprodução | Alan Santos/PR)
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247 - Em artigo publicado nesta terça-feira (24) no Globo, a jornalista Míriam Leitão aponta os graves erros de Jair Bolsonaro e Wilson Witzel em matéria de segurança pública. "Há quem diga que o presidente Jair Bolsonaro e o governador Wilson Witzel foram eleitos com uma agenda forte em segurança", escreve a jornalista, para em seguida refutar enfaticamente. "Não é verdade. Bolsonaro faz apenas a apologia das armas. Isso não é um programa de segurança. Witzel disse que seus policiais iriam 'mirar na cabecinha' e 'abater criminosos'. Isso é defesa de assassinatos. Ele foi juiz um dia, deve ter lido que no Brasil não tem pena de morte. O que ele faz é executar a pena capital de forma sumária, sem julgamento. Como era previsível, as vítimas inocentes aumentam".  

Míriam Leitão diz que a morte de Ágatha Felix, 8 anos, "é uma tragédia tão imensa e fica maior diante do fato de que outras crianças morreram este ano".   

Mas o governador do Rio mantém-se indiferente ao fato. Para Míriam Leirão, "a prática continua sendo de atirar para averiguações".   

"O Rio e o Brasil precisam de uma política de segurança que mereça o nome. Essas declarações grotescas do governador do Rio e os dedos em forma de arma na mão do presidente só revelam a falta de qualquer ideia inteligente na cabeça dos dois sobre o assunto. Bolsonaro editou sete decretos ampliando a posse e o porte de armas, seu filho Eduardo anda por aí com uma pistola na cintura. Nas redes de ódio — que têm escritório funcionando no terceiro andar do Palácio do Planalto — as críticas ao filho 03 foram retrucadas com o argumento, recheado de palavrões, de que ele é um policial e por isso pode andar armado. Eduardo foi escrivão de polícia. Seus passeios com pistola são apenas mais um sinal do exibicionismo, mais uma confissão de fraqueza desse governo que continua perdido no tiroteio".  

A jornalista de O Globo destaca a luta política entre Bolsonaro e Witzel de olho em 2022, mas assinala que eles "parecem siameses na impotência, na incapacidade de ter uma política estruturada para a segurança, na insensatez com que estimulam a violência, na imitação patética de soldadinhos de chumbo. Deixam-se fotografar portando armas, adoram bater continência, não perdem um desfile militar e fantasiam-se de policiais".

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