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Miriam Leitão: Temer não reagiu à ameaça de golpe porque é claudicante

A jornalista e comentarista Miriam Leitão criticou o posicionamento do governo de Michel Temer (PMDB) diante da ameaça de intervenção militar feita pelo general do Exército, Antonio Hamilton Mourão; "O governo Michel Temer é fraco e teme as Forças Armadas. Bastou uma cara feia para os militares serem tirados da reforma da Previdência. Depois, eles foram poupados da proposta de congelamento de salário dos servidores federais. Agora aconteceu um episódio de indisciplina militar e de ameaça às instituições brasileiras, e o governo deixou que os militares resolvessem entre si"; "Só mesmo um governo claudicante como este pode não entender o quão inaceitável é tudo isso que se passou diante de nós nos últimos dias", disse Miram em sua coluna

Míriam Leitão e Michel Temer (Foto: José Barbacena)

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247 - A jornalista e comentarista Miriam Leitão criticou o posicionamento do governo de Michel Temer (PMDB) diante da ameaça de intervenção militar feita pelo general do Exército, Antonio Hamilton Mourão. O militar não foi punido por seus superiores e numa entrevista ao Programa do Bial, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, não repreendeu o colega e ainda concordou com a afirmação.

"O Exército fez a mais explícita ameaça ao país em 32 anos de democracia através do episódio do general Antonio Hamilton Mourão. O general Mourão falou em intervenção militar. Seu chefe, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, não só não o puniu, como o elogiou e, por fim, seguiu seu comandado, afirmando que a Constituição dá às Forças Armadas o mandato para intervir", diz Miriam.

A colunista escreve que o governo de Temer é refém dos militares. "O governo Michel Temer é fraco e teme as Forças Armadas. Bastou uma cara feia para os militares serem tirados da reforma da Previdência. Depois, eles foram poupados da proposta de congelamento de salário dos servidores federais. Agora aconteceu um episódio de indisciplina militar e de ameaça às instituições brasileiras, e o governo deixou que os militares resolvessem entre si. O general Villas Bôas disse que conversou com o general Mourão. E o assunto está encerrado".

"Só mesmo um governo claudicante como este pode não entender o quão inaceitável é tudo isso que se passou diante de nós nos últimos dias", finaliza Miriam Leitão.

 

 

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