Miriam pede democracia num Brasil manchado pelo golpe

"O país está perdendo o melhor da democracia: a polifonia, os vários sons, várias vozes, a convivência entre opiniões contrárias, o debate que instiga e desafia a pensar sobre um determinado ponto, o esforço para ver a realidade pelo ângulo do outro, o diálogo", escreve a colunista; jornalista também pede diálogo, mas ele não virá com facilidade enquanto o Brasil não reconquistar a democracia soterrada com ajuda da Globo

"O país está perdendo o melhor da democracia: a polifonia, os vários sons, várias vozes, a convivência entre opiniões contrárias, o debate que instiga e desafia a pensar sobre um determinado ponto, o esforço para ver a realidade pelo ângulo do outro, o diálogo", escreve a colunista; jornalista também pede diálogo, mas ele não virá com facilidade enquanto o Brasil não reconquistar a democracia soterrada com ajuda da Globo
"O país está perdendo o melhor da democracia: a polifonia, os vários sons, várias vozes, a convivência entre opiniões contrárias, o debate que instiga e desafia a pensar sobre um determinado ponto, o esforço para ver a realidade pelo ângulo do outro, o diálogo", escreve a colunista; jornalista também pede diálogo, mas ele não virá com facilidade enquanto o Brasil não reconquistar a democracia soterrada com ajuda da Globo (Foto: Gisele Federicce)

247 - A jornalista do Globo Miriam Leitão pede, em sua coluna deste domingo, democracia num Brasil manchado pelo golpe.

"O país está perdendo o melhor da democracia: a polifonia, os vários sons, várias vozes, a convivência entre opiniões contrárias, o debate que instiga e desafia a pensar sobre um determinado ponto, o esforço para ver a realidade pelo ângulo do outro, o diálogo. Entrincheirados, alimentando o ódio, como chegaremos ao ponto de encontrar saídas para as várias complexidades que nos cercam?", questiona.

"A democracia nos faz novas exigências. É preciso construir espaços de diálogo em campo minado, é necessário sair das trincheiras em meio ao bombardeio, é fundamental negociar um acordo de compromissos, numa época em que até a expressão "acordo de compromissos" assusta porque pode ser entendida — e há o risco de ser — um pacto para interromper as investigações contra a corrupção", pede Miriam.

"Diálogo e democracia são quase sinônimos. É da natureza dos regimes abertos a permissão para todas as vozes. Mas aos gritos não nos ouviremos. A polifonia pode ser o ruído ensurdecedor ou a melodia. A hora é de baixar o tom e reencontrar o caminho da discordância respeitosa, porque foi para isso que construímos a democracia", acrescenta.

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