'Mourão deu mais contribuição à galeria de mentiras oficiais ao negar o racismo no Brasil', diz Mello Franco

“O racismo sempre esteve entre nós, mas agora se instalou no gabinete presidencial", diz o jornalista Bernardo Mello Franco. "O general Mourão não está na Vice-Presidência por acaso. Apesar das divergências eventuais, ele é um legítimo representante da turma”, avalia

Bernardo Mello Franco e Hamilton Mourão
Bernardo Mello Franco e Hamilton Mourão (Foto: Reprodução | Carolina Antunes/PR)
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247 - “O negacionismo é um dos pilares do bolsonarismo. O capitão e seus aliados travam uma guerra permanente contra a verdade”, diz o jornalista Bernardo Mello Franco em sua coluna no jornal O Globo desta segunda-feira (23). Ele relembra que na sexta-feira, “o vice-presidente Hamilton Mourão deu uma nova contribuição à galeria de mentiras oficiais” ao afirmar que não existe racismo no Brasil. 

“Mourão negou a existência do racismo no Dia da Consciência Negra, criado para lembrar o que figuras como ele tentam esconder. Neste ano, a data foi banhada de sangue. Na véspera do feriado, dois seguranças brancos espancaram um homem negro até a morte numa filial do Carrefour em Porto Alegre”, ressalta. 

“O racismo sempre esteve entre nós, mas agora se instalou no gabinete presidencial. Bolsonaro já responsabilizou os negros pela escravidão, chamou a política de cotas de “coitadismo” e equiparou quilombolas a animais que têm o peso medido em arrobas. A Procuradoria-Geral da República o denunciou por crime de racismo, mas o Supremo arquivou o caso às vésperas da eleição de 2018”, observa Mello Franco.

“Cada ofensa que permanece impune vira um novo incentivo à violência. No poder, o capitão entregou a Fundação Palmares a um provocador profissional, cuja única tarefa é atacar ativistas negros. O general Mourão não está na Vice-Presidência por acaso. Apesar das divergências eventuais, ele é um legítimo representante da turma”, finaliza.

 

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