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Não há evidência de participação de Glenn em ação de hackers, diz relatório da PF

Relatório final da Polícia Federal diz que não é possível identificar a participação moral e material do jornalista Glenn Greenwald nos crimes investigados

(Foto: Alessandro Dantas/PT)

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247 - O relatório final da Polícia Federal, assinado pelo delegado Luiz Flávio Zampronha, sobre a ação de hackers contra autoridades da Lava Jato afirma não ter encontrado evidências da participação do jornalista Glenn Greenwald nos crimes investigados, informa a Folha de S.Paulo nesta terça-feira (21).

"Pelas evidências obtidas até o momento, não é possível identificar a participação moral e material do jornalista Glenn Greenwald nos crimes investigados. Do mesmo modo, em relação ao crime de receptação, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que, para a configuração do tipo penal, o objeto material do crime deve possuir valor econômico intrínseco, o que não é verificado no caso", escreveu Zampronha.

Mais cedo, em denúncia assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou sete pessoas por suposta invasão de celulares de autoridades brasileiras. Um dos denunciados é o jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, que vem publicando várias irregularidades da Operação Lava Jato. São apontadas na denúncia do MPF prática de organização criminosa, lavagem de dinheiro, bem como as interceptações telefônicas engendradas pelos investigados.

Para Glenn, esta é mais uma tentativa de acabar com a imprensa livre no país e que é uma retaliação pelo que já divulgou o Intercept. "É uma tentativa óbvia de atacar a imprensa livre em retaliação pelas revelações que relatamos sobre o ministro Moro e o governo Bolsonaro".

Ele também disse que não fica intimidado com a denúncia e que continuará fazendo seu trabalho. "Não seremos intimidados por essas tentativas tirânicas de silenciar jornalistas. Estou trabalhando agora com novos relatórios e continuarei a fazer meu trabalho jornalístico. Muitos brasileiros corajosos sacrificaram sua liberdade e até sua vida pela democracia brasileira, e sinto a obrigação de continuar esse nobre trabalho", disse. "Não fiz nada além do meu trabalho como jornalista, eticamente e dentro da lei", completou.

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