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Nassif: destinos de Serra e Aécio estão nas mãos de Janot

"Hoje em dia, reunindo elementos de convicção de qualquer espécie, o PGR pode formular denúncia, independentemente do aval do relator. Fachin teria apenas que verificar se a denúncia está em termos ou não", disse o jornalista Luís Nassif sobre as prerrogativas do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em relação aos dois tucanos; "Com Fachin ou sem Fachin, para os políticos com prerrogativas de foro, a decisão continua nas mãos de Janot"

"Hoje em dia, reunindo elementos de convicção de qualquer espécie, o PGR pode formular denúncia, independentemente do aval do relator. Fachin teria apenas que verificar se a denúncia está em termos ou não", disse o jornalista Luís Nassif sobre as prerrogativas do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em relação aos dois tucanos; "Com Fachin ou sem Fachin, para os políticos com prerrogativas de foro, a decisão continua nas mãos de Janot" (Foto: Aquiles Lins)

Por Luís Nassif, no Jornal GGN - Louve-se a Folha por pedir isonomia ao novo relator da Lava Jato, Miistro Luiz Edson Fachin. E isonomia significa investigar também os caciques tucanos.

No entanto, o destino de Aéwcio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra não depende de Fachin, mas do Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

Hoje em dia, reunindo elementos de convicção de qualquer espécie, o PGR pode formular denúncia, independentemente do aval do relator. Fachin teria apenas que verificar se a denúncia está em termos ou não.

Como o mandato de Janot irá até setembro, é provável que ele continue na tática de postergar ao máximo as decisões sobre os aliados tucanos.

Além disso, a Lei das Organizações Criminosas diz que, a partir do recebimento da denúncia, o sigilo poderá ser quebrado, pois não há que se falar em proteção do delator nem em prejuízo das investigações. Assim, a quebra do sigilo da delação de Marcelo Odebrecht depende apenas de Fachin e Janot.

Conclusão: com Fachin ou sem Fachin, para os políticos com prerrogativas de foro, a decisão continua nas mãos de Janot.