“Nenhum partido de esquerda é hegemônico. É preciso trocar o exclusivismo pelo frentismo”, diz Altman

Para o jornalista Breno Altman, as legendas de esquerda “têm que colocar em segundo plano seus interesses específicos e construir uma política de frente única entre os partidos, pelo menos o PT, o PSOL e PCdoB”. Assista na TV 247

Breno Altman
Breno Altman (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)
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247 - Jornalista e editor do site Opera Mundi, Breno Altman disse à TV 247 que o primeiro turno das eleições municipais de 2020 evidenciou que não há mais uma hegemonia de nenhuma legenda de esquerda e, portanto, já é necessário pensar dessa maneira para formular estratégias para o pleito presidencial de 2022.

Para ele, a esquerda precisa formar desde já uma frente única para enfrentar o bolsonarismo na próxima eleição. Esta é, segundo Altman, a principal lição a ser aprendida pela esquerda neste momento. “Eu acho que a esquerda tem que tirar lições das eleições deste ano. A lição mais importante é a de que nenhum partido de esquerda consegue ter hoje a representação hegemônica das forças populares. Portanto, os partidos de esquerda, se quiserem enfrentar o bolsonarismo e o neoliberalismo, têm que trocar o exclusivismo pelo frentismo, ou seja, têm que colocar em segundo plano seus interesses específicos, por mais legítimos que sejam, e construir uma política de frente única entre os partidos de esquerda, pelo menos o PT, o PSOL e PCdoB”. 

“Isso significa ter uma mesa nacional para começar a conversar sobre 2022 já, isso significa ter um programa único de esquerda, isso significa desenhar uma estratégia eleitoral comum para 2022, uma só candidatura de esquerda para 2022 e candidaturas únicas nos principais estados, tanto para governador quanto para senador. Significa construir a unidade de esquerda, essa é a grande lição”, completou.

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