New York Times: Bolsonaro usou ONU para 'fazer campanha eleitoral do cargo que pode perder'

Jornal estadunidense afirma que de certa maneira o discurso causou "alívio", já que havia o temor de que Bolsonaro pudesse atacar o sistema eleitoral brasileiro

www.brasil247.com - Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Brendan Mcdermid)


247 - O jornal estadunidense The New York Times deu destaque ao tom eleitoral do discurso feito por Jair Bolsonaro (PL) durante a abertura da 77ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), nos Estados Unidos, nesta esta terça-feira (20). A reportagem, intitulada "num palco global, o presidente do Brasil faz campanha pelo cargo que pode perder", destaca que o mandatário brasileiro passou a maior parte de seu discurso resumindo as realizações de seu governo a apenas 12 dias do pleito presidencial no Brasil, o que teria resultado em um “alívio” por parte da comunidade internacional. 

“O discurso parecia relativamente plácido para os eleitores, o que provavelmente aliviou os líderes mundiais e diplomatas presentes. Isso porque a comunidade internacional tem monitorado de perto as declarações de Bolsonaro em busca de sinais sobre se ele aceitará os resultados da eleição. Seguindo a cartilha do ex-presidente Donald J. Trump, Bolsonaro vem questionando a confiabilidade dos sistemas eleitorais do Brasil há meses, apesar de poucas evidências de que eles sejam vulneráveis”, ressalta a reportagem do NYT.

“Foi um discurso menos controverso do que seu discurso na ONU no ano passado, no qual ele argumentou que os médicos deveriam poder prescrever medicamentos não testados para combater o coronavírus, enquanto mais tarde admitiu que não foi vacinado. Na terça-feira, ele destacou que 80% dos brasileiros foram vacinados contra o coronavírus”, diz um outro trecho do texto. 

Entre outros pontos, o NYT destacou que ao falar sobre o meio ambiente, Bolsonaro “defendeu o histórico de seu governo apesar das amplas evidências de que o desmatamento na Amazônia disparou durante sua gestão” e que afirmou que “o Brasil protegeu mais terras do que a maioria das nações, mas que as pessoas que vivem na Amazônia também precisam ganhar a vida”. 

O periódico também observa que as pesquisas eleitorais apontam que Lula lidera a corrida presidencial no Brasil e que Bolsonaro está na segunda colocação. 

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