Noblat alerta para risco de ataques do PCC nesta semana
O jornalista Ricardo Noblat, em sua coluna nesta segunda, alerta para a possibilidade de novos ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que em 2006 conseguiu o que muitos julgavam impossível: parar a cidade de São Paulo; "Um documento interno da polícia de São Paulo, que circula desde a semana passada, informa que o PCC distribuiu armas de fogo para desencadear possíveis novos ataques contra a cidade a partir de amanhã. O governo nem confirma nem desmente a ameaça"
247 - O jornalista Ricardo Noblat, em sua coluna em O Globo, alerta para a possibilidade de novos ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que em 2006 conseguiu o que muitos julgavam impossível: parar a cidade de São Paulo. "Um documento interno da polícia de São Paulo, que circula desde a semana passada, informa que o PCC distribuiu armas de fogo para desencadear possíveis novos ataques contra a cidade a partir de amanhã. O governo nem confirma nem desmente a ameaça.
"A origem dela pode estar na decisão tomada pelo governo, à vista das mais de 110 mortes recentes em Manaus, Boa Vista e Natal, de transferir Marcola e outros detentos para penitenciárias onde o regime disciplinar é mais duro.
Decisão semelhante, que implicava na mudança de endereço de 730 presos do PCC, incluindo Marcola, foi o que deflagrou em 2006 a onda de medo que varreu a cidade.
Na noite de 12 de maio, antevéspera do Dia das Mães, o PCC matou agentes policiais na periferia da capital paulista, depredou agências bancárias e assumiu o controle de três presídios no interior.
No dia seguinte promoveu 63 atentados em 23 cidades do Estado, matando 25 agentes públicos. No domingo, mais 156 atentados, fora 80 presídios rebelados e sob o domínio do PCC.
Os ataques só cessaram quando o governo recuou da decisão de transferir presos. Mesmo assim, em agosto, o PCC sequestrou um repórter e um cinegrafista da TV Globo e só os devolveu com vida depois que a emissora divulgou manifesto onde a facção deplorava as “condições desumanas dos presídios”.
O episódio serviu para que se pusesse o dedo na ferida pela primeira vez."