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Nunca compre um carro usado do senhor Júlio Marcelo

"Francamente, não dá para imaginar alguém comprando um fusca usado do senhor Júlio Marcelo", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço, sobre o procurador do TCU, Júlio Marcelo de Oliveira, peça central na trama golpista; "Os maneirismos, o tom de voz melífluo, a falsidade que poreja de sua imagem, já isso bastaria para desqualificar tudo o que diz"

 Júlio Marcelo de Oliveira (testemunha) Foto: Geraldo Magela/Agência Senado (Foto: Leonardo Attuch)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Uma observação rápida, só pelo que aprendi na vida.

Vejam e escutem o cidadão que depõe na condição de informante – porque a prova de sua parcialidade o invalidou como testemunha – no julgamento de Dilma, o procurador de contas do TCU Júlio Marcelo de Oliveira.

Os maneirismos, o tom de voz melífluo, a falsidade que poreja de sua imagem, já isso bastaria para desqualificar tudo o que diz.

Num juízo digno desse nome, já teria sido advertido pelo juiz a responder às perguntas, mas a leniência de Ricardo Lewandowski, muito preocupado em já ter-lhe reduzido de testemunha a informante, por suspeição, deixá-lo fazer até cândidas e cínicas declarações de voto anteriores em Dilma.

Aliás, a maioria dos juízes com quem já tive de lidar, já o teria agradecido e mandado embora, por não ter informações, apenas opiniões a dar.

Francamente, não dá para imaginar alguém comprando um fusca usado do senhor Júlio Marcelo.